Início / Estudar / Relações Harmônicas

Relações Harmônicas

Podemos dividir as relações harmônicas basicamente em duas:

  • intraespecíficas: quando os indivíduos pertencem à mesma espécie;
  • interespecíficas: quando os indivíduos pertencem a espécies diferentes.

Relações harmônicas entre indivíduos de espécies diferentes

Dentre as interações harmônicas, em que não ocorre prejuízo para nenhum dos participantes, vamos conhecer agora aquelas em que os organismos envolvidos são de espécies diferentes: mutualismo, protocooperação, comensalismo, inquilinismo e epifitismo.

Mutualismo

Nessa interação, indivíduos de espécies diferentes vivem juntos, de maneira permanente, e ambos se beneficiam dessa união.

Um exemplo de mutualismo é o líquen, uma associação de fungos e algas microscópicas, que parece ser um único organismo. Essa associação permanente é tão íntima que um líquen pode se reproduzir, gerando novos liquens.

A protocooperação é parecida com o mutualismo, mas os indivíduos que se relacionam não permanecem unidos de forma duradoura, podendo viver separadamente.

É o caso do paguro e da anêmona do mar. Observe o aspecto desses dois animais marinhos nas imagens a seguir.

O paguro, também conhecido como bernardo eremita, é do mesmo grupo das lagostas e dos caranguejos. O abdômen do paguro é mole e fica protegido dentro de conchas vazias de moluscos, que o paguro encontra no fundo do mar.

A anêmona do mar, por sua vez, é do mesmo grupo das águas-vivas. Ela se fixa, pela base, a rochas ou outros substratos no fundo do mar, e possui tentáculos que liberam substâncias que podem irritar ou até matar. Com os tentáculos, a anêmona do mar captura alimento e se defende de predadores.

O paguro e a anêmona do mar podem viver separados, mas é comum observá-los juntos, como mostra a fotografia a seguir.

Na quase totalidade dos liquens, as algas e os fungos são beneficiados: as algas realizam fotossíntese e fornecem matéria orgânica para o fungo, que cria uma camada protetora capaz de impedir que as algas morram ressecadas. Não é possível separar as algas dos fungos. Se isso for feito em um laboratório, o líquen é destruído e as duas partes morrem, pois uma não sobrevive sem a outra.

Com suas pernas dianteiras que mais parecem pinças, o paguro coloca anêmonas do mar sobre a concha como uma forma de proteção contra os predadores, que se afastam da anêmona do mar. Esta, por sua vez, sendo um animal que vive fixo em rochas ou recifes, beneficia-se da locomoção do paguro. A probabilidade de capturar alimentos com seus tentáculos aumenta, além de recolher restos de alimento deixados pelo paguro.

Assim, essa é uma interação vantajosa para o paguro e também para a anêmona do mar, mas não é permanente.

Comensalismo, inquilinismo e epifitismo

O urubu alimenta-se dos restos deixados por outros animais, como o lixo orgânico produzido pelo ser humano e os restos de algum animal atacado por um predador. O urubu não disputa o alimento com um ser humano nem com o animal predador, que não são prejudicados. O urubu, no entanto, beneficia-se da atividade de outros para se alimentar.

Também é bastante conhecido o exemplo dos peixes-pilotos, que nadam próximos aos tubarões. Seu nome popular vem do fato de que eles parecem guiar os tubarões durante o nado, mas na verdade apenas os acompanham.

Quando um tubarão abocanha uma presa, sobras de alimento escapam de sua boca e servem de alimento aos peixes-pilotos.

Esses dois exemplos representam um tipo de interação chamado comensalismo. Alguns participantes se beneficiam da interação, pois obtêm alimento — caso dos urubus e dos peixes-pilotos. Para os outros envolvidos não há vantagens, mas também não há prejuízos.

No inquilinismo, a situação é semelhante ao comensalismo, pois uma espécie é beneficiada pela convivência com outra, que não é afetada. No entanto, o beneficio não é o alimento, mas sim o abrigo. O caso mais conhecido é o de um pequeno peixe que se abriga dentro do corpo do pepino do mar, um animal invertebrado marinho.

Entre as plantas, existem espécies que vivem sobre outras e não são parasitas, pois não retiram nutrientes da planta que serve de suporte. Essas plantas, que vivem sobre outras sem serem parasitas, são chamadas epífitas.Muitas espécies de orquídeas e bromélias são epífitas, vivendo sobre os galhos de árvores, que servem apenas de sustentação.

As epífitas realizam fotossíntese. Ao viverem sobre plantas como as árvores, as epífitas captam mais facilmente a luz, indispensável à fotossíntese. Elas retiram gás carbônico do ar e, com raízes especiais, absorvem água (algumas delas são capazes até de obter água da umidade do ar). As raízes das plantas epífitas não retiram nutrientes ou água da planta que serve de suporte e não prejudicam sua sobrevivência.

Assim, o epifitismo é uma interação que não traz prejuízos ou vantagens para a planta que atua como suporte, mas é benéfica para as epífitas.

  1. Relações harmônicas entre indivíduos da mesma espécie

Entre as interações harmônicas, vamos conhecer agora aquelas em que os organismos envolvidos pertencem à mesma espécie: sociedade e colônia.

Sociedade

sociedade é uma relação entre indivíduos de uma mesma população, que vivem juntos e dividem tarefas, como se fosse uma organização social. É o caso dos insetos sociais: abelhas, vespas, cupins e formigas. Trabalhando em conjunto, com divisão de tarefas, os indivíduos garantem sua proteção, alimentação e reprodução de modo mais eficiente do que se vivessem isolados.

Na sociedade das abelhas, por exemplo, existem uma rainha e os machos, chamados zangões, com função de reprodução. As outras abelhas da colmeia são fêmeas, mas não se reproduzem: elas coletam néctar, produzem mel e cera, cuidam dos ovos produzidos pela rainha, constroem e defendem a colmeia.

Colônia

Em uma colônia, os indivíduos, todos da mesma espécie, vivem unidos, formando o que parece muitas vezes ser um único grande organismo. Nas colônias também pode existir divisão de tarefas.

Os exemplos mais conhecidos de colônia estão entre os cnidários: os corais e os falsos corais, por exemplo, são colônias formadas por milhares de pequenos indivíduos, os pólipos. Em uma espécie de coral, todos os minúsculos pólipos pertencem àquela determinada espécie.

A caravela é uma colônia de cnidários. Quando se vê uma caravela, a impressão é de que se trata de um único indivíduo, e não de uma colônia, pois os minúsculos pólipos vivem unidos. Nessa colônia há divisão de tarefas e alguns pólipos apresentam adaptações de acordo com sua função. Existem pólipos responsáveis pela captura de alimento e defesa e outros têm função reprodutiva. Nas caravelas, a colônia apresenta uma estrutura cheia de ar, que funciona como um flutuador, ficando acima da superfície da água.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Não vai embora ainda!
Quer material pra estudar ou dar aula?
Inscreva-se grátis! 
Inscrever-se
Lembre-se, você poderá cancelar a inscrição a hora que quiser
79 Slides profissionais   Biologia e Ciências     R$ 19,00
QUERO VER OS SLIDES

Você é 
Professor(a)?

Tem um slide GRÁTIS em powerpoint pra você baixar agora. 
Baixar Slide