Meus Projetos

Ludwik Fleck e a história da medicina reprodutiva

Discussão: Estilos de Pensamento na Ciência. Capítulo VII -> Escrever a história para ver e aprender a perguntar: A indefinição produtiva da epistemologia de Ludwik Fleck e a história da medicina reprodutiva (um esboço)

Martina Schlünder

 Ludwik Fleck e a história da medicina reprodutiva

Fertilidade e infertilidade reprodutiva como objetos científicos.

 

  • 146-2-7 A teoria de Fleck é bastante atual e pode ser usada para uma investigação da dinâmica e o caráter processual do conhecimento.

 

  • 145-1-1 Para o geneticista François Jacob, a reprodução e fertilidade são os principais princípios do funcionamento da vida.

145-1-4 A reprodução é a característica mais importante para distinguir os seres bióticos dos seres Abióticos

145-1-5 Esse conceito só veio se estabelecer na virada para o século XX, que para Jacob se deveu por conta do uso de técnicas ultrapassadas e material inadequado.

145-1-10 O livro “História das ciências reprodutivas nos Estados Unidos” (Adele Clarke, 1998), reitera Jacob, porém avalia esse atraso devido o tabu da sexualidade humana. As “Ciências Reprodutivas seriam ilegítimas, Bastardas ou ciências pecadoras.”

 

  • 146-1-1 A autora estrutura os estudos a partir da epistemologia social e política.
  • 146-1-12 A medicina reprodutiva não se estabeleceu de forma linear nem a portas fechadas em laboratório.

146-1-5 No início do século XX foram criadas as bases para a fisiologia e a fisiologia clínica da ginecologia.

146-1-7 O nascimento dos primeiros bebês de proveta levaram institucionalização da medicina reprodutiva como disciplina médica específica.

146-1-9 Inicialmente parte da infertilidade como uma doença: a esterilidade

146-1-14 As investigações clínicas e científicas estavam ligados a processos sociais e políticos na Alemanha (biopolítica social do Nacional Socialismo na 1º metade do século XX)

Ler 146-2-7, (não entendi direito)

 

v  A re-produção entre o espaço dos objetos científicos.

 

  • 146-3-1 Reprodução e sexualidade: interface entre natureza e cultura

Os órgãos envolvidos produzem as metades necessárias para a produção de um novo indivíduo.

147-3-1 Esse espaço reprodutivo é simultaneamente biopolítico, ou seja, não é só tratado por disciplinas cientificas médicas, mas também se relaciona por questões de movimentos sociais, partido político e religião por exemplo.

147-0-6 Para o desenvolvimento de novos conhecimentos foi crucial o trabalho de fronteira.

 

 

 

  • 147-1-6 Com o início da pesquisa da fisiologia reprodutiva a “esterilidade” como doença e como objeto médico-científico cristaliza-se

147-2-5 A esterilidade e a fertilidade são tecnificadas e praticadas de maneira diferentes

147-2-1 Na segunda metade do sec. XX, o intercâmbio entre especialidades como ginecologia, medicina veterinária e especialistas em reprodução, são descobertas novas técnicas e substâncias envolvidas no processo.

 

v   O espaço reprodutivo na teoria de Ludwik Fleck

 

  • 148-1-1 A autora investiga a consolidação da medicina reprodutiva através de como o novo vem ao mundo, do que ele é feito, em que o espaço é criado armazenado e transmitido.

148-1-6 Aborda a geração de teorias, ordens genealógica, questões de como as doenças surgem.

148-1-9 A autora usa a epistemologia não só pra descrever a esterilidade-fertilidade, mas como esses conceitos se transformam em objetos científicos, acompanhando suas dinâmicas e contradições.

 

  • 148-3-1 Crítica de Jonathan Harwood sobre o trabalho de Fleck

Em relação a sua biografia, destaca que Fleck nunca foi membro regular de historiadores e filósofos, assim não teve a oportunidade de aprimorar seus conceitos imperfeitos.

 

  • 148-4-3 Harwood mergulha em duas instâncias: na do “filosofo amador” e no “acadêmico profissional”.

Respectivamente chamados por Fleck de “diletantes formados” e “círculo esotérico do pensamento coletivo”

Segundo Fleck essas duas faces não são opostas, mas são intimamente relacionadas.  (Rever)

149-0-6 A educação se constitui na educação entre o diletante formado e o circulo esotérico

Para Fleck o círculo exotérico tem lugar importante, porque é ali que o conhecimento se consolida.

 

 

  • 149-1-6 Segundo Harwood, Fleck demonstra “inconsistências conceituais”; “elementos perturbadoramente amplos”; “subdesenvolvidos e inconsistentes”. (ler nota 2, página 149)

149-2-6 Para a autora esses pontos são justamente interessantes, pois estão sempre presentes na prática científica, em especial na fisiologia da reprodução.

149-1-13 Em contrastes com as concepções de Kunh, os conceitos de Fleck não são específicos e suficientemente precisos.

150-0-6 Os pontos que irritam Harwood, o inexato, o escorregadio os amplos e inespecíficos conceitos podem ter um acolhimento bastante positivo.

150-1-1 O fato dos conceitos de fleck serem amplos, abre um espaço de possibilidade e oferece uma grande variedade de conexões.

Autora faz uma comparação falando de meristemas e células tronco.

 

 

  • 151-2-1 A representação de Harwood às posições Fleck constituem diferentes estilos de representação.

 

 

 

v  Escrever a história para ver e aprender a perguntar

 

  • 152-2-2 As várias formas de “circulação de pensamento” e do circuito de pensamento descrevem a dinâmica, o conhecimento processual e a produção do conhecimento.

152-2-4 A partir dai, Martina pode trilhar seus objetos científicos “infertilidade e reprodução” e sua circulação em diversos coletivos de pensamento.

 

  • 152-2-7 Para Fleck, pensamento e conhecimento são atividades sociais. O pensamento se materializa como prática científica. (nota 4, pag. 152)

152-2-10 Os objetos científicos do tráfego de pensamento não são apenas pensados, mas praticados: “eventos de pensamento”.

 

  • 153-1-1 O pensamento está ligado ao estilo, não só em si, mas no movimento permanente no “tráfego de pensamento intra e intercoletivo”.

153-1-6 Na história da medicina reprodutiva o conceito de ciclo feminino mudou as noção básicas da ginecologia

No sentido de Kunh não foi uma revolução científica, mas no sentido de Fleck foi um lento processo no sentido de uma mudança no estilo de pensamento.

153-1-17 Havia dúvidas se algumas doenças poderiam ter um tratamento cirúrgico ou hormonal e a escolha de um ou outro método teve implicações na pesquisa e desenvolvimento de instrumentos e substâncias.

 

  • 153-1-31 Na medicina, o pensamento dos fenômenos das doenças devem ser entendidos no tempo e dinamicamente.

153-1-27 Fleck diz que as doenças nunca são uniformes.

153-1-24 Ginecologistas usam a terapia hormonal mesmo que não acreditem no tratamento endocrinológico.

154-0-3 Fleck estaria clinificando a epistemologia enriquecendo com exemplos comuns a área clínica, elementos como irracionalidade, intuição, heterogeneidade dos fenômenos.

 

  • 154-2-5 O processo de conhecimento é de mão dupla. “conhecimentos são produzidos por pessoas, mas também vice-versa, os objetos formam pessoas.”

154-2-8 Fleck então se distância das ideias clássicas sobre a relação sujeito objeto. Ele enfatiza a ligação e a relação.

 

v  “O que é possível a todos” – As experiências de Fleck no
Nacional Socialismo

 

  • 155-1-1 O trabalho de Fleck foi criado durante o período do Nacional-Socialismo na Europa. Em muitos trabalhos historiográficos que abordam as ciências naturais e a medicina, pouco se coloca das práticas sociais médicas em um contexto epistemológico.

155-1-24 Fleck é um exemplo da indiferença e da simultaneidade da pesquisa científica frente à aniquilação.

155-1-27 Hanah Arendt descreve os campos de concentração como espaços de experimentação em que era necessário provar que tudo era possível.

 

  • 156-0-1 Como o conhecimento científico e as experiências epistemológicas nesses tipos de espaços se inscrevem na atual configuração das ciências?

Redação Planeta Biologia

Planeta Biologia é uma site de educação com foco na produção de conteúdos para ensino fundamental e ensino médio. Desde 2012 escreve, produz slides e vídeos com o objetivo de auxilar o ensino de ciências e biologia

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar