Peixes Ciclóstomos, condrictes e osteíctes

A classificação em peixes ciclóstomos, condrictes e osteíctes pode ser um pouco controversa, pois alguns autores podem considerar os ciclóstomos como um grupo  de animais que não são peixes. consideram portanto apenas os condrictces (peixes cartilaginosos) e os osteíctes (peixes ósseos). Há também muitos pesquisadores que consideram os ciclóstomos como os peixes mais primitivos. Feita essa observação vamos dar uma olhada em um vídeo bem resumido logo abaixo.

Resumo de Peixes Ciclóstomos, condrictes e osteíctes

São todos vertebrados. Suas vértebras alias substituíram a notocorda que estava presente nas fases iniciais do desenvolvimento embrionários desses animais assim como em todos os animais cordados.

Veja na imagem uma ilustração sobre a evolução dos peixes.

agnatos condrictes osteictes

Ciclóstomos ou agnatos

Os ciclóstomos (lampreias e feiticeiras ou peixes-bruxa) são os vertebrados mais primitivos; têm o corpo cilíndrico e podem chegar a 1 metro de comprimento. O esqueleto é formado por um crânio cartilaginoso e um cordão ou eixo dorsal sem vértebras. A pele é lisa, sem escamas e a boca, circular e sem mandíbula, é provida de dentes córneos, com uma língua também denticulada com a qual abrem uma “ferida” nos hospedeiros. A natação é realizada por ondulações do corpo.

Entre os ciclóstomos, os sexos são separados e a fecundação é externa. O desenvolvimento é direto em alguns grupos e indireto em outros. Todas as lampreias nascem e se desenvolvem na água doce, mas algumas espécies migram para o mar na fase adulta.

Os ciclóstomos também são conhecidos como agnatos, ou seja, os peixes que não possuem mandíbulas.

peixes sem mandíbulas

As lampreias são ectoparasitas e alimentam-se de sangue, provocando lesões em peixes, baleias e golfinhos. As feiticeiras vivem enterradas no lodo e alimentam-se de restos de animais mortos.

Condrictes

Os condrictes, ou peixes cartilaginosos, têm o corpo fusiforme (tubarões e quimeras) ou achatado (raias) coberto por escamas microscópicas não destacáveis. Podem medir de poucos centímetros a vários metros. Nadam com as contrações musculares do corpo e auxílio das nadadeiras.

Peixes Ciclóstomos, condrictes e osteíctes

Veja a aula características gerais do peixes.

A boca é ventral, provida de várias fileiras de dentes serrilhados e pontiagudos e placas ósseas nas raias. Assim como os ciclóstomos, os condrictes também possuem prega ou válvula espiral no intestino, que desse modo tem ganho na superfície de absorção, pois o aparato retarda a passagem do alimento. Há também um grande fígado, uma vesícula biliar, pâncreas e uma glândula re-tal, a qual remove o excesso de sais do sangue.

O baço é alongado e dorsal em relação ao intestino. Os orifícios anal, urinário e genital se abrem na cloaca, bolsa que se comunica com o exterior. A excreção é feita por um par de rins.

A visão dos condrictes é bem desenvolvida. O sentido do olfato está localizado em duas narinas na ponta do focinho. O sentido do gosto está localizado principalmente na cavidade bucal. Percorrendo lateralmente o corpo, existe a linha lateral, delicado sulco formado por uma sucessão de poros com mecanorreceptores, que registram variações de pressão e direção da água.

Os sexos são separados, a fecundação é interna e há espécies ovíparas e ovovivíparas. O desenvolvimento é direto, sem estágio larval. A maioria é marinha.

Osteíctes

Os osteíctes, ou peixes ósseos, apresentam endoesqueleto calcificado e estão amplamente distribuídos por água doce e salgada. O tamanho pode variar de poucos milímetros a alguns metros. A maioria tem a pele recoberta por escamas de origem dérmica, grandes e destacáveis.

peixes com esqueleto ósseo

O sistema digestório dos peixes ósseos é semelhante ao dos condrictes. Porém, não apresenta a válvula espiral e sim, com a mesma função, alguns cecos pilóricos. Não encontramos a glândula retal e, no lugar da cloaca, há o ânus. Fígado, vesícula biliar, pâncreas e baço também estão presentes nos osteíctes.

Em algumas espécies de peixes ósseos, a vesícula gasosa é bem vascularizada e realiza trocas gasosas, funcionando como um pulmão primitivo. Esses peixes, conhecidos como pulmonados (superordem dos dipnoicos), conseguem respirar fora da água. Um exemplo é a Lepidosiren paradoxa, a piramboia dos afluentes do rio São Francisco, no Brasil.

Se você gostar desse artigo, não deixe de ver nossa aula sobre o Reino Animal. Também não se esqueça de dizer o que achou da aula Peixes Ciclóstomos, condrictes e osteíctes. Deixe seu comentário com dúvidas, sugestões ou críticas.

Fontes:

https://youtu.be/uzNlj1Ylhf4

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