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Plantas angiospermas: características, reprodução, exemplos, resumo

As plantas angiospermas formam o grupo de vegetais mais diversificado do planeta, com mais de 235 mil espécies conhecidas. Existem angiospermas que chegam a mais de 100 m de altura e outras com apenas 1 mm.

Com exceção de regiões de clima muito frio, as angiospermas são as plantas mais abundantes em todos os biomas terrestres, sendo encontradas nos mais variados ambientes. Elas vivem no solo, na água ou sobre outras plantas.

O que são angiospermas

As angiospermas são plantas que tem como principal característica a presença de flores e sementes protegidas por frutos. Elas possem raiz, caule, folha, flor sementes e fruto. É o maior grupo do reino plantae. Também são conhecidas como antófitas ou magnoliófitas.

A maior parte das plantas que você conhece são angiospermas. Como exemplos podemos citar: laranjeira, mamoeiro, grama, cana-de-açúcar, feijoeiro, alface, roseira, etc.

Como todas as espécies do Reino Plantae, as angiospermas são organismos eucariontes, multicelulares e autótrofos.

Há evidências nos registros fósseis de que, entre 100 e 65 milhões de anos atrás, surgiram as angiospermas. Hoje, elas formam o grupo mais numeroso de plantas do planeta, variando desde gramíneas, como o capim, a grandes árvores que ocupam diversos ambientes da Terra.

Principais características das angiospermas

As angiospermas (do grego aggeion = bolsa; sperma = semente) são plantas que apresentam raiz, caule, folhas e sementes. Porém, ao contrário do que ocorre com as gimnospermas, as angiospermas apresentam flores e suas sementes são protegidas por um fruto.

Assim, as angiospermas são o único grupo de plantas a apresentar flores e frutos. Vejamos algumas as das estruturas presentes nas angiospermas.

Estruturas das angiospermas

As plantas angiospermas são uma planta completa. As sua principais estruturas são:

  • raiz
  • caule
  • folha
  • flores
  • frutos
  • sementes

Veremos em detalhes cada um desses órgãos vegetais.

Raízes

É por meio das raízes que a planta obtém água e sais minerais necessários ao seu desenvolvimento. As raízes das angiospermas são, na grande maioria, subterrâneas e apresentam ramificações com pelos absorventes. Entretanto, nem todas as raízes são subterrâneas.

Plantas angiospermas - características, reprodução, exemplos - resumo

Caules

Os caules são estruturas de sustentação. Na maioria das angiospermas, os caules são aéreos, isto é, crescem acima do solo. Porém, as angiospermas também podem apresentar caules subterrâneos. Esses caules contêm reservas de nutrientes que são usados para o desenvolvimento das plantas.

A imagem mostra alguns exemplos de caules aéreos, que é o tipo de caule mais comum.

haste colmo tronco estepe

Folhas

As folhas das angiospermas apresentam diferentes formas. As mais comuns têm forma de lâmina, como as da bananeira.

forma de lâmina

Algumas angiospermas apresentam folhas modificadas, geralmente reduzidas, evitando a perda de água por evaporação, como nos cactos, ou coloridas, como nos antúrios.

Flores

As flores das angiospermas são formadas por folhas modificadas e são as estruturas responsáveis pela reprodução sexuada dessas plantas.

estrutura-de-uma-flor-angiosperma

Base floral: é a base de uma flor, onde se encaixam as outras partes.

Sépalas: folhas mais externas geralmente pequenas e verdes. Elas protegem o botão até seu florescimento Pétalas: folhas modificadas, geralmente coloridas e atraentes para agentes polinizadores, como pássaros e insetos. Parte masculina: são os elementos reprodutores masculinos, entre eles a antera.

Antera: é onde se formam os grãos de pólen, que contém os gametas masculinos.

Parte feminina: são os elementos reprodutores femininos, entre etes o ovário. Após a fecundação, o ovário se desenvolve em fruto.

Botão: é a flor antes de desabrochar completamente.

Inflorescência

Existem angiospermas que apresentam um grande número de pequenas flores concentradas em um mesmo ramo. Nesses casos, o conjunto de flores é chamado inflorescência. Por serem atraentes para os insetos e para outros animais, as inflorescências facilitam a polinização.

Frutos

Os frutos são estruturas que se desenvolvem a partir da fecundação do ovário. As angiospermas são o único grupo de plantas que possuem essa estrutura. Os frutos têm a função de proteger o embrião.

estrutura-de-um-fruto

Veja aqui no site uma aula sobre Histologia Vegetal.

Reprodução das angiospermas

As flores são as estruturas responsáveis pela reprodução das angiospermas. No interior das anteras, órgãos reprodutores masculinos, formam-se os grãos de pólen que contêm os gametas masculinos.

Eles são transportados pelo vento, por insetos ou por outros agentes polinizadores até a abertura superior do órgão reprodutor feminino.

Fecundação

Além dos gametas masculinos, os grãos de pólen apresentam uma célula responsável por originar o tubo polínico. É pelo tubo polínico que os gametas masculinos se encontram com os gametas femininos no ovário, onde ocorre a fecundação.

Após a fecundação, inicia-se o desenvolvimento do embrião, que fica protegido pela semente. Ao mesmo tempo, a partir do ovário, desenvolve-se o fruto, que. por sua vez, protege a semente.reprodução-das-angiospermas

Pseudofrutos

Normalmente, associamos a palavra “fruto” a algo comestível, carnoso, suculento e adocicado. Porém, nem sempre isso é verdade. O fruto verdadeiro é o resultado do desenvolvimento do ovário da flor, após a fecundação.

Existem algumas plantas cuja parte comestível não é proveniente do desenvolvimento do ovário, mas sim de outras partes da flor, como a sua haste (no caso do caju) ou sua base (no caso da maçã). Ver ilustração da página 160. Essas estruturas são chamadas de pseudofrutos (falsos frutos).

Relações ecológicas

Plantas são organismos que estabelecem diversas relações com outras espécies, como mutualismo, inquilinismo e parasitismo.

Mutualismo

Muitas angiospermas, como o castanheiro (Castanea sativa), o carvalho (Quercus pyrenaica) e as orquídeas, estabelecem uma relação mutualística entre suas raízes e certos fungos.

Os fungos facilitam a absorção de água e de sais pelas plantas, que, por sua vez, fornecem alimento (proteínas e açúcares) aos fungos. Essa associação entre raízes e fungos é chamada de micorriza.

Como a planta e o fungo se beneficiam e são dependentes da relação, temos um exemplo de mutualismo obrigatório.

Inquilinismo e parasitismo

Algumas angiospermas, como certas orquídeas e bromélias, vivem sobre outras plantas e, por isso, são chamadas de inquilinas.

Nesse caso, quem se beneficia são as inquilinas, que, estando sobre outras plantas, podem aproveitar melhor os raios solares para realizar a fotossíntese. Para a planta hospedeira, aparentemente, não há prejuízos nem benefícios. Essa relação ecológica é chamada inquilinismo.

Já outras angiospermas podem ser plantas parasitas, ou seja, vivem à custa de outra planta. As plantas parasitas, por meio de suas raízes, retiram seu alimento, ou parte dele, do caule da planta hospedeira. Essa relação ecológica é chamada parasitismo.

Uma representação da filogenia para o reino plantae

Em todas as espécies de plantas conhecidas atualmente, ocorre a formação de um embrião, o qual origina um novo indivíduo. A figura a seguir mostra as características usadas como critério para definir o Reino Plantae.

Note que todos os grupos apresentam embrião; que pteridófitas, gimnospermas e angiospermas apresentam vasos condutores; e assim por diante.

O lobo-guará é um animal carnívoro?

O lobo-guará é um animal que se alimenta de pequenos animais e também de vegetais, ou seja, ele é onívoro. Um de seus frutos favoritos é a chamada fruta-de-lobo, que é uma espécie semelhante ao tomate.

O lobo-guará deixa suas fezes em lugares muito variados, como uma forma de marcar seu território. Ao fazer isso, contribui para a dispersão das sementes da fruta-de-lobo que não foram digeridas, que, por sua vez, poderão se desenvolver e originar novas plantas.

Revise o que vimos nesse slide abaixo. Você também pode usar-lo para dar aulas ou em apresentações para trabalhos.

Resumo da Aula Plantas angiospermas – características, reprodução, exemplos – resumo

  • As principais novidades evolutivas que permitiram a conquista efetiva do ambiente terrestre pelas gimnospermas e angiospermas.
  • As principais funções de raízes, caules, folhas, flores, frutos e sementes.
  • As principais estruturas de uma flor e de um fruto e suas funções na reprodução e dispersão.
  • As principais etapas dos ciclos reprodutivos das gimnospermas e das angiospermas. Dispersão de frutos e conquista do ambiente terrestre.
  • Exemplos de relações ecológicas em angiospermas; mutualismo, inquilinismo e parasitismo.

Leitura sugerida

Bibliografia

  • REECE, J. B., WASSERMAN, S. A., Urry, L. A., CAIN, M. L., MINORSKY, P. V., & JACKSON, R. B. Biologia de Campbell: “Diversidade Vegetal II: A evolução das Plantas com Sementes”. 10 ed., Porto Alegre: Artmed , 2015.
  • SOUSA, V. C.; LORENZI, H. Chave de identificação: para as principais famílias de Angiospermas nativas e cultivadas do Brasil. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2007. 31 p.
  • SOUZA, V. C.; LORENZI, H. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Angiospermas da flora brasileira, baseado em APG II. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2005. 640 p.

Fonte:
http://www.theplantlist.org/1.1/browse/A/ (em inglês). The Plant List. 2010. Consultado em 10 de janeiro de 2021

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