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Matriz energética brasileira e reservas energéticas

Em todos os processos de geração de energia no planeta Terra percebe-se a importância do Sol. A sua existência é condição para que se tenha energia. Considerando que o tempo previsto pelos cientistas para a existência do Sol é de cerca de 4,5 bilhões de anos, pode-se dizer que não faltará energia para as próximas gerações.

No entanto, não se pode dizer o mesmo sobre os combustíveis fósseis ou minerais, pois a exploração indiscriminada acarretará seu esgotamento e serão necessários milhões de anos para que esse combustível se forme novamente. Os combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural, são provenientes da decomposição e fossilização de materiais orgânicos (animais e vegetais) que ocorreram ao longo de milhões de anos. Por isso, são chamados de recursos naturais não renováveis. Outro exemplo de recursos naturais não renováveis são os minerais dos quais são obtidos os chamados combustíveis nucleares, como o urânio e o plutônio.

Os combustíveis que precisam de um ciclo de reposição de energia em intervalos de tempo bem menores, como o bioetanol, proveniente da cana-de-açúcar ou da madeira, e o biodiesel, proveniente de plantas oleaginosas, são classificados como recursos naturais renováveis. O caráter de “renovável” está associado ao tempo necessário para a produção do recurso considerando seu uso contínuo. A lenha, por exemplo, é um produto da biomassa considerado renovável somente quando o ritmo de extração está em equilíbrio com o de reflorestamento, Caso contrário, ela perde seu caráter de renovabilidade, colocando em risco a sobrevivência das florestas.

A MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA

No Brasil, a energia é obtida de fontes renováveis e não renováveis. Se comparada com a de outros países, a matriz energética brasileira é a que apresenta maior porcentagem de utilização de combustíveis renováveis em relação ao mundo.

Segundo o Balanço Energético Nacional 2014 – Ano-base 2013, o Brasil apresentou 41% de participação de fontes renováveis na oferta interna de energia, sendo 12,5% em energia hidráulica, 16,1% em biomassa da cana-de-açúcar, 8,3% em lenha e carvão vegetal e 4,1% nas demais.

Quanto à participação de fontes não renováveis na oferta interna de energia, o petróleo corresponde a 39,3%, o gás natural a 12,8%, o carvão mineral a 5,6% e o Urânio (U,OJ a 1.3%.

A busca por fontes alternativas de energia elétrica, principalmente em locais distantes dos grandes centros distribuidores, é cada vez mais comum atualmente. Na década de 2000-2010, foi instituído no Brasil o Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica} que implantou, segundo dados divulgados pela Eletrobrás em 2014, um total de 119 empreendimentos, constituído por 41 eólicas, 19 térmicas a biomassa e 59 pequenas centrais hidrelétricas, também chamadas de hidrelétricas de fio de água, que não dependem de reservatórios de água, aproveitando apenas a força das correntezas de rios pequenos e médios.

ENERGIA E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO

O desenvolvimento tecnológico e o acúmulo de energia tiveram caminhos paralelos desde a chamada “pré-história” (período que antecede o desenvolvimento da escrita) até os dias atuais. Praticamente toda a energia que os primeiros seres humanos consumiam provinha dos alimentos que coletavam e caçavam. No ambiente, o Sol (luz e calor) completava o uso total da energia.

O consumo diário de energia aumentou gradativamente ao longo das etapas do desenvolvimento tecnológico humano. Estima-se que os primeiros seres humanos que habitavam o Leste da África, aproximadamente há um milhão de anos, que não utilizavam fogo e contavam somente com a energia dos alimentos que consumiam, utilizavam cerca de 2000 kcal de energia por dia. Os primeiros caçadores europeus, aproximadamente há 100000 anos, que queimavam madeira para aquecimento e para cozinhar, utilizavam 6000 kcal por dia.

Os primeiros agricultores do Oriente Médio, aproximadamente em 5000 a.C., que cultivavam a terra e faziam uso da energia animal, utilizavam cerca de 12000 kcal/dia de energia. Já os agricultores do Nordeste da Europa, no ano 1400 d.C., que tinham carvão para aquecimento, energia hidráulica, energia eólica e transporte animal, utilizavam 20000 kcal/dia de energia. Os seres humanos industriais (Inglaterra, em 1875), que contavam o com uso do motor a vapor, consumiam 77000 kcal/dia de energia. Os dados mais atuais indicam que os seres humanos tecnológicos, em 1970, consumiam cerca de 230 000 kcal/dia de energia.

Esses dados permitem concluir que, ao longo de sua história, a espécie humana tem utilizado quantidades de energia cada vez maiores, pois houve desenvolvimento de tecnologia apropriada em cada época. É importante notar, também, que os benefícios proporcionados pelo desenvolvimento tecnológico acentuam o crescimento constante da utilização da energia, com a criação de processos, estratégias e instrumentos para aproveitar e modificar recursos do ambiente, utilizando as diferentes modalidades de energia em benefício do ser humano. Dessa forma, podemos observar:

  • a criação e utilização das máquinas simples;
  • a criação    das    primeiras máquinas a vapor a partir da    Revolução    Industrial;
  • a substituição    progressiva da produção artesanal    pela    produção    industrial;
  • a criação    dos    motores de combustão interna;
  • a criação    dos    primeiros motores elétricos.

Muitos avanços ocorreram até o homem atingir o estágio atual de grande desenvolvimento tecnológico. A gradativa melhoria da qualidade de vida das sociedades está associada ao aumento da capacidade de produzir energia e dos usos que são feitos dela.

https://www.youtube.com/watch?v=db-ppPN6Fsg

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