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Os principais ecossistemas brasileiros

Podemos enumerar como cinco os principais ecossistemas brasileiros, mas não se engane. Este é apenas um resumo desses ecossistemas e suas principais características.

Você já sabe que os biomas são constituídos por diferentes ecossistemas que apresentam algumas características gerais em comum. Nesta aula, vamos estudar alguns ecossistemas especiais que ocorrem no território brasileiro. Primeiro sugiro que veja o slide abaixo, pois está bem ilustrado e acho que vai ajudar muito a entender esse assunto.

Pela classificação dos biomas brasileiros proposta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são biomas brasileiros a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, o Cerrado, a Caatinga, o Pantanal e os Pampas, que estudamos no capítulo anterior.

Os ecossistemas terrestres que vamos estudar neste capítulo fazem parte de biomas, mas possuem características especiais em sua vegetação. Vamos estudar também alguns ecossistemas aquáticos.

Os Principais Ecossistemas Brasileiros

Talvez, antes de você querer entender melhor os principais ecossistemas brasileiros, você deva estudar uma aula tratada aqui no site, os principais biomas brasileiros.

  1. Mata de Araucárias

Pinehiro do paraná

A Mata de Araucárias ocorre na região Sul do Brasil, principalmente no Paraná e em Santa Catarina, estendendo-se até São Paulo e Rio Grande do Sul.

De acordo com a classificação dos biomas brasileiros feita pelo IBGE, a Mata de Araucárias faz parte do bioma Mata Atlântica.

Na região da Mata de Araucárias, as chuvas são distribuídas ao longo do ano e duas estações são bem definidas: o inverno, com temperaturas baixas, e o verão, com temperaturas moderadas.

O nome desse ecossistema se deve à predominância de uma planta chamada araucária, também conhecida como pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). A araucária é uma conífera que possui estruturas (estróbilos) nas quais se desenvolvem os pinhões, que são sementes.

Além do pinheiro-do-paraná, há também imbuia (canela-imbuia), pinheiro-bravo, erva-mate e muitas outras espécies vegetais.

Na parte mais alta da mata e nas copas dos pinheiros habitam o macaco-prego e o guariba. Em tempos passados, a Mata de Araucárias apresentava certa variedade de espécies de aves em grande concentração populacional à procura de pinhões e sementes dos pinheirinhos. Atualmente, ainda são observadas nesse ecossistema várias espécies de aves: gralha-azul, gralha-picaça, macuco, inhambus, jacus, jacutinga, tucanos, beija-flores, papagaios, periquitos, maitacas, entre outras aves.

O pinheiro-do-paraná

O pinheiro-do-paraná é uma árvore alta, que chega a atingir 50 m de altura. Sua semente, o pinhão, é comestível e muito apreciada pelos seres humanos e por outras espécies de animais. A gralha-azul e a gralha-picaça são duas aves que se alimentam do pinhão. Muitas sementes, ao serem transportadas no bico de uma gralha, acabam caindo sobre o solo, o que contribui para a disseminação da planta.

Os pinhais nativos e, consequentemente, também a gralha-azul e a gralha-picaça, infelizmente estão desaparecendo. Foi tão grande a utilização da madeira do pinheiro-do-paraná como recurso natural na fabricação de móveis e em outras atividades que a Mata de Araucárias sofreu drástica redução, restando atualmente menos de 2% do que havia originalmente. Medidas de preservação firmes e urgentes são necessárias para conseguir proteger o que ainda resta dessa formação florestal.

2. Mata das Cocais

Mata na região norte

A Mata dos Cocais ocorre em áreas do Maranhão, do Piauí, do Rio Grande do Norte e do norte do Tocantins. Esse ecossistema ocorre na transição entre os biomas Floresta Amazônica, Caatinga e Cerrado.

A Mata dos Cocais tem esse nome pela predominância de coqueiros, ou palmeiras, na vegetação. São espécies muito comuns nesse ecossistema o buriti, a carnaúba, o babaçu e o açaí, entre outras vegetações.

A fauna desse ecossistema é diversificada. Os frutos das palmeiras são a base das diversas teias alimentares nesse ecossistema.

…na carnaúba?

A palavra carnaúba vem do tupi e significa “árvore que arranha”, uma referência à camada espinhosa que reveste a parte mais baixa do tronco dessa palmeira. Na linguagem popular, ela também é conhecida como caranaíba, carandaúba ou carnaúva.

Para os moradores das áreas onde a carnaúba ocorre, ela é uma espécie de grande importância. Seus frutos são comestíveis. A madeira é usada na fabricação de casas e as folhas são fonte de fibras para a produção de cordas, chapéus, cestos.

No entanto, o produto mais conhecido da carnaúba é a cera, que já esteve na lista dos principais produtos exportados pelo Brasil. Ela é obtida das folhas da carnaúba. Das folhas secas (palha) extrai-se um pó que dá origem à cera. O material restante da palha pode ser usado como adubo.

A cera de carnaúba é resistente ao calor e à água. Ê usada para polir pisos, móveis e couro. Ela dá brilho às frutas expostas nas feiras e mercados, entra na composição de algumas tintas e até na fabricação de chips de computador. Batons e outros itens de maquiagem e até cápsulas para remédios podem ter cera de carnaúba em sua composição.

Agora, responda:

3. Manguezais

Berçário aquático

Os manguezais brasileiros distribuem-se pela região litorânea, desde o Amapá até Santa Catarina, constituindo uma das maiores extensões de manguezais do mundo.

Os manguezais ocorrem em estuários, que são regiões onde os rios se encontram com o mar. Por isso, sofrem influência das marés e suas águas apresentam salinidade mais baixa que a do mar. Na maré alta, a água invade os manguezais; na maré baixa, recua para o mar, expondo o solo lamacento.

As plantas dos manguezais apresentam raízes com adaptações ao solo lodoso e com baixo teor de gás oxigênio.

Possuem, ainda, ramos que partem do caule em direção ao solo, onde penetram, auxiliando, assim, a fixação da planta.

Os manguezais são ecossistemas extremamente importantes, pois constituem locais utilizados por grande número de animais marinhos para a reprodução. E o caso de várias espécies de peixes, camarões e caranguejos.

Os manguezais também são a fonte de sustento para muitas famílias no Brasil, que vivem da coleta de caranguejos entre as raízes do mangue. Essa coleta deve respeitar os períodos de reprodução dos caranguejos, para não prejudicar a sobrevivência da espécie.

Atualmente, muitas famílias são prejudicadas pelo desaparecimento de manguezais, que em muitos lugares estão sendo destruídos para dar lugar a empreendimentos como as fazendas de camarão. Como acontece em outros ecossistemas, empreendimentos como esses devem ser feitos de forma sustentável, buscando conservar a natureza e integrar os moradores do local.

4. Restingas

os principais ecossistemas brasileiros

Os ecossistemas de restinga são formados por vegetação que vive sob a influência direta do mar, exposta aos respingos da água salgada e à elevada salinidade do solo.

Da areia de uma praia, inicia-se a restinga com plantas rasteiras que se fixam no solo arenoso e suportam os respingos do mar. Essa vegetação rasteira ajuda a proteger e conservar o solo.

As restingas brasileiras não formam um único ecossistema, mas diversos ecossistemas, apresentando variações na biodiversidade em cada região.

As restingas sofrem grande devastação no litoral brasileiro por causa do grande interesse comercial na construção de imóveis na beira das praias. Essa devastação gera desequilíbrios em outros ecossistemas que interagem com a restinga, como os manguezais e a própria praia. Dunas de areia podem se desestabilizar com a retirada da vegetação e o nível de umidade na região se altera. Existem leis brasileiras que visam proteger as áreas de restinga, exigindo estudos antes de uma área litorânea ser liberada para construção de casas e hotéis.

Este ecossistema é um dos mais ameaçados, a restinga de jurubatuba é o maior parque deste ecossistema no Brasil

5 Os ecossistemas aquáticos

Alguns especialistas não consideram a existência de biomas aquáticos, classificando os mares, os oceanos, os lagos e os rios como grandes ecossistemas aquáticos. Esta será a nomenclatura que adotaremos aqui.

Os mares e os oceanos são ecossistemas de água salgada e os lagos, os córregos e os rios, ecossistemas de água doce. Os oceanos recobrem cerca de 70% da superfície da Terra. Eles abrigam grande diversidade de seres vivos, distribuídos por suas águas. A luminosidade, a salinidade e a temperatura são alguns dos fatores abióticos que influenciam essa distribuição.

A luz penetra a água dos ambientes aquáticos, diminuindo sua intensidade à medida que aumenta a profundidade. Nos oceanos, em regiões onde a água é bem transparente, a luz pode alcançar cerca de 200 metros de profundidade.

E nessa faixa que estão distribuídos os organismos fotossintetizantes, os principais produtores dos ecossistemas.

Por essa razão, nessa faixa ocorre grande diversidade de seres vivos.

A partir de 200 metros, geralmente não há luz, mas existem populações de animais sustentadas por organismos que se alimentam de detritos provenientes das camadas superiores. Pode existir vida até cerca de 11 mil metros de profundidade.

Os ecossistemas de água doce, como rios, lagos, cachoeiras e brejos, representam menos de 3% do volume de água da Terra.

A movimentação das águas dos rios faz com que ocorra deslocamento de partículas e de nutrientes, permitindo maior oxigenação da água. Nos lagos, as partículas tendem a ficar no fundo e a água tem, em geral, menos gás oxigênio dissolvido do que nos rios.

Nos ecossistemas aquáticos, são encontrados três tipos de comunidades de organismos: o plâncton, nécton e os bentos.

Os organismos do plâncton (organismos planctônicos) são aqueles que vivem em suspensão na água; os que conseguem se deslocar são incapazes de vencer a força da correnteza.

Os organismos planctônicos que realizam fotossíntese constituem o

fitoplâncton. Eles compreendem principalmente as algas microscópicas. O fitoplâncton é muito importante para a manutenção da vida na Terra, pois são os organismos que o compõem que liberam a maior quantidade de gás oxigênio para o planeta.

Fonte: Oficina do Saber, de Alice Costa Carla Newton Scrivano – Editora Leya

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