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Reino Plantae: resumo, características, classificação dos vegetais

Entenda os segredos do reino vegetal, o reino nas plantas

O reino plantae é o reino das plantas. As plantas seres eucariontes e pluricelulares, assim sendo, são semelhantes aos animais. A diferença é que as plantas são capazes de realizar fotossíntese, pois são seres autótrofos.

Isso significa dizer que os vegetais são capazes de converter a luz do sol em energia Vamos ver uma vídeo-aula logo  abaixo. Logo depois e depois continue com o texto.

O que vamos ver nessa aula

  • Características Gerais
  • Classificação
  • Ciclos Reprodutivos
  • Fisiologia
  • Organologia vegetal
  • Distribuição Geográfica
  • Polinização
  • Biomas

As plantas: importância ecológica

As plantas são organismos fotossintetizantes e multicelulares.  Em seu corpo, as células estão organizadas em conjuntos com funções específicas, chamados tecidos. As algas e os fungos multicelulares, que estudamos nas unidades anteriores, não são formados por tecidos.

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Por serem fotossintetizantes, os organismo do reino plantae são organismos autótrofos, assumindo o papel de produtores nos ecossistemas, como as cianobactérias e as algas.

Os organismos fotossintetizantes possuem células que contêm o pigmento verde clorofila. Em algumas plantas podem existir outros pigmentos, de cores diferentes, que podem dar outra coloração a elas que não a verde.

Assim, a cor predominante da planta pode não ser a verde, mas a clorofila está presente. Isso também ocorre com diversas espécies de algas.

Nos eucariontes fotossintetizantes, a clorofila se localiza no interior de organelas chamadas cloroplastos. Nas cianobactérias, que são fotossin­tetizantes, mas procariontes, não há cloroplastos. Dizemos que os cloro­plastos estão presentes em células eucarióticas de algas e plantas.

As células das plantas apresentam, além dos cloroplastos, uma pa­rede celular externa à membrana plasmática, feita de celulose, que confere resistência à célula.

Há também os vacúolos de suco celular, que são organelas nas quais a água é armazenada. Dependendo da espécie de planta e do tecido vegetal, também podem existir pigmentos no vacúolo, como o pigmento avermelhado que dá cor às folhas da planta coração-de-maria.

Além da importância ecológica, as plantas têm, para o ser humano, grande valor econômico. Muitas espécies são utilizadas em nossa alimenta­ção e, em função disso, cada vez mais são desenvolvidas técnicas agrícolas que visam melhorar a qualidade e aumentar a produção.

O Brasil, por exemplo, tornou-se grande g exportador de café, soja, milho, laranja, manga, melão e | várias outras plantas e seus 1 derivados, o que favorece a | economia de muitas cidades ° e estados brasileiros.

Há espécies de plantas utilizadas como matéria-prima na produção de re­médios e outras, ainda, que fornecem madeira, utilizada na fabricação de móveis, ca­sas, pontes e dormentes de ferrovias, por exemplo.

O Brasil é um país muito rico em relação à biodiversidade de plantas. Há especialmente 6 biomas brasileiros que merecem ser estudados.

Um fato interessante sobre as plantas é que elas tem capacidade de movimento. Entre eles podemos destacar o tropismo, tactismo e nastismo. Esses movimentos são fundamentais para as plantas.

A classificação das plantas

Resumidamente podemos classificar assim as plantas.

  • Filo Hepatophyta – são as hepáticas
  • Filo Bryophyta – os musgos
  • Filo Anthocerophyta – antóceros
  • Filo Pterophyta – avencas e samambaias
  • Filo Sphenophyta – cavalinha
  • Filo Lycophyta  – os licopódios e selaginelas
  • Filo Psilotophyta – psilotáceas
  • Filo Coniferophyta – coníferas, pinheiros e ciprestes
  • Filo Gnetophyta – gnetáceas
  • Filo Cycadophyta – cicas
  • Filo Ginkgophyta – gincobilobas
  • Filo Magnoliophyta ou Anthophyta  – árvores, gramíneas, etc.).

A classificação procura refletir a evolução das plantas. Assim, o cladograma a seguir representa as relações evolutivas entre os filos que formam o reino das plantas: briófitas, hepatófitas, antocerófitas, pteridófitas, licófitas, shenófitas, psilotófitas, gimnospermas e angiospermas. Note que o grupo das plantas, tão diversificado, é descendente de um gru­po ancestral relacionado com as algas verdes.

Veja na figura abaixo um cladograma resumido do Reino Plantae. Observe que está sendo considerado os grupos mais abundantes e estudados que são as briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.

Evolução classificação plantas - Reino Plantae: resumo, características, classificação dos vegetais

Criptógamas e Fanerógamas

Podemos dividir as plantas em dois grandes grupos: as Criptógamas e Fanerógamas. Mas quais é a diferenças entre criptógamas e fanerógamas?

Criptógamas

São as plantas que não possuem flores. Nesse grupo temos as briófitas e pteridóftas. São os vegetais mais simples e também os mais dependentes de água.

Fanerógamas

São as plantas que realizam a sua reprodução sexuada através de flores. Flores nada mais são que os órgãos sexuais das plantas. No caso, das gimnospermas e angiospermas.

Briófitas

As briófitas são plantas sem vasos especializados para o transporte de seiva. Elas ocorrem geralmente em ambientes úmidos e abrigados da luz direta. São exemplos de briófitas os musgos e as hepáticas.

Assim como todas as plantas, as briófitas possuem alternância de gerações em seu ciclo de vida. Em uma geração, há produção de gametas (geração ga- metofítica) e, em outra geração, há produção de esporos (geração esporofítica).

Os gametas são células destinadas à reprodução sexuada. Um gameta masculino une-se a um feminino no processo da fecundação, dando ori­gem ao zigoto, a partir do qual se desenvolve um novo indivíduo.

Os esporos são células reprodutivas especiais e cada um dá origem a um novo indivíduo.

Na geração gametofítica, os indivíduos são chamados gametófitos; na geração esporofítica, os indivíduos são chamados esporófitos.

A figura a seguir ilustra e descreve o ciclo de vida de um musgo, que é uma briófita

reprodução briofitas

Veja uma aula sobre as Briófitas aqui no site.

Pteridófitas

As pteridófitas são plantas que possuem vasos con­dutores de seiva, porém sua reprodução depende da água para o deslocamento dos gametas masculinos, como acontece com as briófitas.

São exemplos de pteri­dófitas as samambaias e as avenças, comuns nas matas tropicais e muito usadas como plantas ornamentais.

As folhas jovens das pteridófitas formam os bá­culos – estruturas semelhantes a cajados, bastões de extremidade recurvada. Quando se desenvolvem, as folhas jovens crescem e se desenrolam. Na face infe­rior, as folhas maduras apresentam estruturas forma­doras de esporos, os quais ficam reunidos formando os soros.

Os esporos são liberados e, ao germi­nar, dão origem ao gametófito, que nesse grupo é denominado prótalo. Em um mesmo prótalo desenvolvem-se as estrutu­ras produtoras de gametas (gametângios) femininos e masculinos.

O deslocamento dos gametas masculinos até os femini­nos, que são imóveis, é feito batimento de flagelo que depende da água, como já comentamos.

Depois da fecundação do gameta feminino pelo gameta masculino, forma-se o embrião, que dará origem ao esporófito, reiniciando o ciclo de vida.

Representação esquemática do ciclo de vida de uma pteridófita. Estruturas representadas em diferentes escalas.

Plantas sem sementes - Reino Plantae

Veja uma aula sobre as Pteridófitas.

Gimnospermas

As gimnospermas são plantas vasculares e de grande porte. Ao contrá­rio das briófitas e das pteridófitas, elas apresentam independência da água para se reproduzir.

Por isso, as gimnospermas são amplamente distribuídas no ambiente terrestre. São abundantes principalmente em regiões tem­peradas, onde formam vegetações como as das florestas boreais (taiga) no Hemisfério Norte, nas quais predominam os pinheiros, e a Mata de Arau­cárias na Região Sul do Brasil. São também exemplos de gimnospermas as cicas e as sequoias, entre outras.

Nas gimnospermas, as estruturas relacionadas com a reprodução sexuada encontram-se reunidas em estróbilos. Nos estróbilos masculinos são forma­dos os grãos de pólen que vão originar gametas masculinos. Estes não são flagelados. Nos estróbilos femininos são formados os gametas femininos.

O gameta feminino fica no interior do óvulo. Após a fecundação, há formação do embrião e o óvulo trans­forma-se em semente, cuja função é proteger o embrião e fornecer-lhe alimento.

A denominação gimnosperma deriva do fato de as sementes serem nuas, isto é, não abrigadas no interior de frutos {gymnos = nu; spermae = semente).

Na gimnosperma mais conhecida do Brasil, o pinheiro-do-paraná, as sementes são os pinhões e o estró­bilo feminino que contém as sementes se chama pinha.

Nas gimnospermas, o grão de pólen é transportado pelo vento. Após a polinização, o grão de pólen desenvol­ve uma estrutura chamada tubo polínico, que transporta o gameta masculino até o feminino.

O tubo polínico é fundamen­tal para a reprodução das fanerógamas, ou seja, das angiospermas e das gimnos­permas, pois ele leva o gameta masculi­no (que não é flagelado) até o feminino, sem necessidade de meio líquido.

O sur­gimento dessa estrutura foi importante para a evolução das plantas, permitindo a conquista de ambientes terrestres mesmo sem umidade elevada. Ocorrendo a fe­cundação, forma-se o embrião, e o óvulo transforma-se em semente.

Representação esquemática mostrando o ciclo de vida de uma gimnosperma. Estruturas em diferentes escalas.

Gimnospermas - características, reprodução, exemplos - resumo

Veja uma aula completa Gimnospermas – características, reprodução, exemplos – resumo.

Angiospermas

Nas angiospermas, as estruturas relacionadas com a re­produção sexuada encontram-se reunidas nas flores.

As flores completas são formadas pelo pedúnculo e pelo receptáculo, onde se inserem os verticilos, que são:

  • cálice: conjunto de sépalas, geralmente verdes;
  • corola: conjunto de pétalas, que podem apresentar várias cores;
  • androceu: formado pelos estames;
  • gineceu: formado por um ou mais pistilos.

Reino Plantae: estrutura-de-uma-flor-angiosperma

O estame é composto pelo filete e pela antera, no inte­rior da qual se formam os grãos de pólen.

O pistilo é composto pelo ovário e pelo estilete, cujo ápice é o estigma. No interior do ovário situa-se o óvulo.

Há flores que apresentam apenas o androceu ou o gineceu, sendo, portanto, flores masculinas ou flores femininas, respectivamente. A maio­ria delas, entretanto, possui androceu e gineceu na mesma flor.

Na maioria das angiospermas, a polinização é realizada por animais, principalmente insetos e aves.

Após a fecundação, com o desenvolvimen­to do embrião, os tecidos do óvulo tornam- -se desidratados e impermeáveis, e a estrutura toda passa a ser denominada semente.

À medida que a semente se forma, a pa­rede do ovário também se desenvolve, dando origem ao fruto, que é formado, portanto, pelo desenvolvimento do ovário. As sementes ficam, assim, abrigadas no interior de frutos. Daí provém a denominação angiospermas angio = urna; spermae = semente).

Reino Plantae: reprodução-das-angiospermas

Ao germinar, a semente dá origem à planta jovem (plântula), que se desenvolve, tornan­do-se uma planta adulta.casos, as flores geralmente possuem características que atraem esses animais: podem ser vistosas, coloridas, exalar odor característico, produzir substâncias nutritivas.

Essas substâncias nutritivas constituem o néctar, que é produzido nos nectários, na maioria das vezes localizados no interior da flor.

Veja uma aula completa sobre as Angiospermas aqui no Planeta Biologia.

Slide usado na vídeo-aula está logo abaixo.

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Veja também:

Referências bibliográficas – Reino Plantae

GONÇALVES E. & LORENZI. H. 2007. Morfologia vegetal: organografia e dicionário ilustrado e morfologia das plantas vasculares. Instituto Plantarum, SP.

RAVEN P.H., EVERT R.F. & EICHHORN S.E. 2007. Biologia Vegetal. 7ª ed. Guanabara Koogan, RJ. Reino Plantae. Lycopodiophyta.

Fonte: Oficina do Saber, de Alice Costa e Carla Newton Scrivano – Editora Leya

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