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Meiose: O que é, fases, resumo

Entenda o que é a meiose, suas fases e suas diferenças com a mitose

Nesta aula estudaremos em detalhes a meiose, suas fases e porque ela é tão importante. Já que sem esse tipo de divisão, os seres vivos não conseguiriam se reproduzir sexuadamente.

Isso porque ao final desse processo serão formadas as células sexuais. No caso dos animais, o espermatozoide e o óvulo

O que é meiose

Meiose é uma divisão celular que uma célula mãe dará origem a quatro células filhas ao final do processo. As células filhas terão a metade do número de cromossomos da célula original. A meiose pode ser dividida em duas etapas principais: a meiose I e a Meiose II

Fases da meiose

Esse divisão se divide em duas etapas: A meiose I e a meiose II.

A meiose é uma divisão reducional (simbolizada por R!) que ocorre geralmente em células diploides (2n), originando quatro células haploides (n). Gera células reprodutivas — os gametas dos animais e os esporos dos fungos e dos vegetais.

A ocorrência da meiose e da fecundação em momentos alternados do ciclo de vida mantém constante o número de cromossomos característico de cada espécie.

Da fusão dos gametas masculino (n) e feminino (n) surge o zigoto (ou célula-ovo), em que se restabelece o número diploide (2n) de cromossomos. A partir do zigoto, as demais células do novo indivíduo surgirão por mitose.

Podemos conjecturar que, se na formação dos gametas não houvesse a redução da quantidade de cromossomos à metade, esse número dobraria a cada geração.

Por exemplo, se cada gameta humano tivesse 46 cromossomos, a fecundação produziria um zigoto com 92 cromossomos. Com a meiose, porém, o número de cromossomos das células humanas (23 pares) é reduzido à metade nos gametas, em que existe apenas um cromossomo de cada par. Para entender melhor a formação de gametas veja uma aula sobre gametogênese.

Após uma interfase em cujo período S o DNA é duplicado (como na interfase pré-mitótica), ocorre meiose, na qual há duas divisões celulares consecutivas. Veja a aula Fases do Ciclo Celular para entender melhor esse assunto.

Na primeira divisão da meiose (ou meiose. I), separam-se os pares de cromossomos, formando-se duas células haploides, que apresentam um cromossomo de cada tipo, cada qual com duas cromátides-irmãs (cromossomos duplicados).

Na segunda divisão da meiose (ou meiose II), separam-se as cromátides-irmãs e surgem quatro células, que permanecem haploides, mas dotadas de cromossomos com apenas um filamento (cromossomos simples).

Divisão meiótica

Meiose I – separação de cromossomos homólogos

A primeira divisão da meiose ocorre em fases, como na mitose: prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase I. O pareamento dos cromossomos homólogos e o crossing-over (ou permutação), na prófase I, e a separação dos cromossomos homólogos, na anáfase I, são três eventos exclusivos da meiose.

Meiose II – separação de cromátides-irmãs

A meiose II  é semelhante à mitose. Entre o final da primeira e o início da segunda divisão meiótica, pode haver um intervalo — chamado intercinese — sem replicação do DNA.

Os cromossomos das duas células resultantes da primeira divisão ainda estão duplicados, com duas cromátides-irmãs cada um.

 Durante a produção de gametas femininos em vertebrados, a meiose se interrompe temporariamente no final da prófase I. Os cromossomos se descondensam em alguns pontos, onde há intensa produção de RNA; ocorre aumento do citoplasma e acumulação de reservas nutritivas, fundamental para o desenvolvimento do embrião que pode se formar desse gameta. A meiose só se completa se o gameta feminino for fecundado.

Variação da quantidade de DNA

A meiose caracteriza-se pela redução à metade, nas quatro células que surgem, da quantidade de cromossomos e de DNA da célula-mãe.

Isso se deve à separação dos cromossomos homólogos (ocorrida na meiose I), que promove a redução da quantidade de cromossomos e também de DNA, que havia sido duplicada na interfase, e à separação das cromátides-irmãs (na segunda divisão da meiose), que reduz apenas a quantidade de DNA, e não a de cromossomos.

A separação cromossômica que ocorre na anáfase recebe o nome de disjunção (ou segregação). Na anáfase I, separam-se os componentes de cada par de cromossomos homólogos; na anáfase II e na anáfase mitótica, separam-se as cromátides–irmãs de cada cromossomo.

Permutação ou crossing-over

A troca de fragmentos entre as cromátides internas dos diferentes cromossomos de um mesmo par de homólogos (chamadas cromátides não irmãs) é um fenômeno completamente casual e aleatório, relacionado com o aumento da variabilidade genética das células resultantes da divisão, as quais, nos animais, são os gametas.

Por causa do crossing-over , genes situados em diferentes cromossomos e que migrariam para células distintas ficam no mesmo cromossomo e migram juntos para a mesma célula.

O inverso também ocorre: genes localizados no mesmo cromossomo podem se separar devido ao crossing-over e migrar para células distintas. Isso aumenta a variedade de tipos de gameta produzidos e contribui para ampliar a variabilidade genética da espécie.

Principais diferenças entre a meiose e a mitose

Na ilustração abaixo há um comparativo com as principais diferenças entre meiose e mitose.

Fases da Meiose - O que é

Erros na formação dos gametas

Em uma meiose normal, os cromossomos homólogos de todos os pares separam-se durante a anáfase I. Nas células humanas, por exemplo, todos os 23 pares de cromossomos sofrem disjunção, de tal forma que as células resultantes da meiose possuem 23 cromossomos cada uma, sendo um cromossomo de cada par.

Certos defeitos cromossômicos estão associados a erros que podem ocorrer durante a meiose, particularmente pela não separação de determinado par de cromossomos homólogos, fenômeno conhecido por não disjunção.

Embora geralmente a não disjunção aconteça na anáfase I pela não separação dos’ cromossomos homólogos de um certo par, também pode ocorrer na anáfase II, como resultado da não separação das duas cromátides-irmãs de um cromossomoEm um caso ou no outro, a consequência será a formação de gametas anormais, contendo cromossomos a mais ou a menos.

Se os gametas anormais fecundarem os normais ou forem fecundados por estes, o zigoto resultante terá uma quantidade anômala de cromossomos (excesso ou falta).

Essas alterações podem trazer tantas e tão sérias anomalias ao embrião que tornam inviável seu desenvolvimento ou sua sobrevivência prolongada após o nascimento.

Algumas dessas anomalias cromossômicas acarretam problemas que, mesmo graves, podem não ser incompatíveis com o desenvolvimento embrionário.

A mais comum dessas alterações cromossômicas é a síndrome de Downdecorrente de um cromossomo extra no 212 par dos cromossomos humanos.

Crianças portadoras dessa síndrome apresentam, em geral, retardo do desenvolvimento mental e físico, face achatada, fendas palpebrais oblíquas, membros curtos, boca geralmente entreaberta, más-formações cardíacas, entre outras características.

Apesar desses problemas, a expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down vem aumentando muito rapidamente, já tendo ultrapassado os 60 anos.

Com estímulos e cuidados adequados, as pessoas portadoras de síndrome de Down podem desenvolver autonomia e participar ativamente da sociedade, estudando e trabalhando.

Bibliografia

GOEDERT, Talita et al. MEIOSE. Anais do EVINCI-UniBrasil, v. 4, n. 1, p. 197-197, 2018 – Link

BARROS, Mara Matilde Vieira de; CARNEIRO, Maria Helena da Silva. Os conhecimentos que os alunos utilizam para ler as imagens de mitose e de meiose e as dificuldades apresentadas. V Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, Atas do V ENPEC, v. 5, p. 1-12, 2005. – Link

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