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Água: o solvente universal

Você já deve ter aberto uma garrafa de água mineral gaseificada ou de refrigerante e observado a formação de bolhas. Essas bolhas indicam a liberação de um gás que estava dissolvido na água – o gás carbônico. Ao ler o rótulo, que indica a composição dessas bebidas, você verá que, além do gás, existem várias outras substâncias dissolvidas na água. Veja antes uma vídeo aula e um slide sobre o assunto.

Essas substâncias dissolvidas são chamadas de solutos e a substância onde elas estão dissolvidas (neste caso, a água) é chamada de solvente. Quando os solutos estão dissolvidos nos solventes, eles originam uma mistura conhecida como solução. Para entendermos melhor esses conceitos, vamos preparar uma solução.

Você pode misturar uma colher de açúcar em um copo com água filtrada. Se fizer isso, vai parecer que o açúcar “desapareceu”, mas isso não é verdade. Se provar um pouco dessa solução, você vai sentir o sabor doce do açúcar. Outra maneira de provarmos que o açúcar está presente é deixarmos a água evaporar. Quando toda a água evaporar, o açúcar permanecerá no fundo do copo.

Dada a propriedade de dissolver um grande número de substâncias, a água é chamada de solvente universal

A água do bebedouro, a água do mar e a água mineral apresentam sais minerais dissolvidos em quantidades diferentes, além de vários gases como o oxigênio. Os peixes e outros organismos que vivem nos mares, rios, lagos e aquários respiram o gás oxigênio dissolvido na água.

Fatores que facilitam a dissolução

Para facilitar a dissolução de um soluto sólido ou liquido, costuma-se agitar a mistura. A dissolução ocorre também sem agitação, porém demora mais tempo. Você pode perceber esse fato adicionando um pouco de groselha a um copo contendo água.

A agitação faz com que as partículas do soluto se misturem com a água mais rapidamente. A agitação não é necessária, porque tanto as partículas de água como as do soluto estão sempre em movimento, mesmo que não seja possível vê-lo. Esse movimento, por si só, faz com que as partículas do soluto se espalhem uniformemente pela água.

CUIDADO!

Essa solução de água com açúcar que preparamos pode ser provada porque conhecemos seus componentes. Nunca se deve avaliar uma substância ou uma mistura por sua aparência visual. Por esse motivo, não se deve beber, cheirar ou tocar uma substância ou mistura desconhecida ou com uma composição que não seja segura.

Outro fator que pode facilitar ou dificultar a dissolução de um soluto é a temperatura. Para a grande maioria das substâncias sólidas ou líquidas, quanto maior a temperatura, maior a facilidade de dissolução. Por exemplo, dissolver um achocolatado em pó em um copo de leite quente é mais fácil do que dissolver o mesmo achocolatado em um copo de leite gelado.

No caso de gases dissolvidos na água, ocorre justamente o contrário: o aquecimento favorece a saída do gás.

Na água de um aquário existem várias substâncias dissolvidas que não são visíveis, formando uma solução. Na fotografia acima, você pode perceber que os peixes e as pedras estão dentro da água, mas não estão dissolvidos.

Se adicionarmos óleo à água, por mais que agitemos, o óleo não se dissolverá, portanto essa mistura não é uma solução.

Se recolhermos uma amostra de água de um rio barrento, perceberemos que ela é turva. Isso se deve à existência de partículas sólidas não dissolvidas. Essa água barrenta não é uma solução, e sim uma suspensão. Em uma suspensão, existem partículas sólidas, que são visíveis, espalhadas na água. Se essa mistura for deixada em repouso, as partículas sólidas não dissolvidas irão se depositar no fundo do recipiente.

Um exemplo de rio de água barrenta é o Solimões, que, junto com o Rio Negro, desembocam no Rio Amazonas.

Separando misturas: a filtração

Como vimos, a água é um solvente universal, ou seja, é capaz de dissolver muitas substâncias. Mas e se quisermos fazer o contrário? Como proceder para separar materiais misturados com água? Para isso, existem vários métodos. Vejamos um deles: a filtração.

Imagine que alguém adicionou uma colher de açúcar a um copo de água e agitou a mistura até que todo o açúcar se dissolvesse. Em seguida, a mesma pessoa colocou dentro da água alguns grãos de feijão, que não se dissolveram.

Uma maneira de separar o que não está dissolvido, no caso os feijões, é fazer uma filtração. Para fazer isso na sua casa, você pode usar um suporte (como um funil) apoiado em um copo e um filtro de papel: despeje todo o conteúdo do copo no papel de filtro; após alguns minutos, você notará que os feijões ficaram retidos no filtro, e se você provar o que passou pelo papel de filtro, sentirá o sabor doce do açúcar. Isso permite tirar duas conclusões:

  • O que não estiver dissolvido na água fica retido no filtro.
  • O que estiver dissolvido na água passa pelo filtro.

Água: o solvente universal

Quando você filtra uma suspensão, acontece algo semelhante ao exemplo anterior. As partículas sólidas que estavam misturadas e não dissolvidas na água ficarão retidas no filtro.

A filtração é usada, por exemplo, quando se prepara um café, Quando a água passa pelo pó de café, ela dissolve algumas substâncias, que passam pelo filtro. Esse é o cafezinho. A parte do pó de café que não se dissolve, a borra do café, fica retida no filtro.

Outra utilização da filtração em casa ocorre quando usamos um filtro de barro. No interior do filtro, existe uma peça de porcelana porosa chamada vela, que retém as sujeiras sólidas não dissolvidas na água.

O que passou pela vela não é só água (água pura), mas uma solução contendo água e uma pequena quantidade de sais e gases dissolvidos, entre eles o gás oxigênio. Assim, você percebe que a água que você bebe não é água pura, e sim uma solução.

A água apropriada para o consumo, sem riscos para a saúde, é chamada de água potável.

Nem toda água que parece “limpa” é potável

Não dá para saber se a água é potável usando somente os sentidos da visão, do paladar e do olfato. A água límpida (clara e transparente), incolor (que não tem cor), inodora (que não tem cheiro) e insípida (que não tem gosto) pode conter microrganismos e substâncias tóxicas dissolvidas, mesmo que eia tenha sido filtrada. A água, para ser consumida com segurança, deve ser tratada.

CLASSIFICAÇÃO DAS AGUAS

Uma das maneiras usadas para classificar as águas está relacionada com a quantidade de sais dissolvidos nela.

Segundo o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), as águas no Brasil são classificadas em:

  • Doce: apresenta no máximo 5 gramas de sais dissolvidos por litro de água.
  • Salobra: apresenta quantidades superiores a 5 gramas e inferiores a 30 gramas de sais dissolvidos por litro de água.
  • Salgada: apresenta mais do que 30 gramas de sais dissolvidos por litro de água.

Quando a água doce brota de um aquífero, ela é chamada de água mineral. Ela deve ser analisada para verificar se está livre de contaminação ou poluição, ou seja, se ela é potável, antes de ser engarrafada e comercializada.

No Brasil, existem muitas cidades que se tornaram conhecidas peia qualidade de suas águas minerais, entre elas Araxá, São Lourenço e Caxambu, no estado de Minas Gerais, e Lindoia e Serra Negra, no estado de São Paulo.

água potável é a água ideal para o consumo humano, mas em algumas situações ela não pode ser utilizada, por exemplo na fabricação de medicamentos. Nesse caso, deve-se usar água sem a presença de sais dissolvidos, que é a chamada água destilada. A água destilada é considerada água pura.

água potável

EXISTE AGUA PURA NA NATUREZA?

Define-se como pura a água constituída somente por moléculas de água. Como ela vai dissolvendo e transportando substâncias por onde passa, podemos concluir que não existe água absolutamente pura na natureza.

Em um laboratório, a água destilada pode ser obtida usando-se o equipamento mostrado na imagem abaixo.

A água com substâncias dissolvidas é aquecida no balão de destilação até entrar em ebulição. O vapor-d’água produzido sai do balão e passa por dentro do condensador, no qual é resfriado pela água fria da torneira, que passa por dentro do tubo externo. O vapor transforma-se em água líquida destilada, que é recolhida em um frasco chamado Erlenmeyer. Ao fim do processo, restam no balão de destilação as substâncias que não entram em ebulição.

SALINAS

As salinas estão próximas do mar, em regiões planas, com muitos ventos, pouca chuva e temperaturas elevadas. Nas salinas, a água do mar fica retida em tanques rasos, o que favorece a evaporação da água. Quando isso acontece, resta o sal, que é arrumado formando montes e posteriormente retirado.

O trabalho nas salinas, sem equipamentos de proteção individual, como óculos, chapéus e sapatos, pode causar um grande número de doenças, como problemas nos olhos devido à intensa luminosidade, queimaduras e tumores nos pés e nas mãos, entre outros.

As salinas de maior produtividade no Brasil estão localizadas no Rio Grande do Norte. Outras regiões produtoras de sal são Rio de Janeiro, Sergipe e Bahia.

NESTE CAPÍTULO VOCÊ ESTUDOU

  • Por que a água é considerada solvente universal.
  • Solvente, soluto e solução.
  • Que não são todas as substâncias que podem se dissolver na água.
  • A classificação da água quanto à quantidade de sais dissolvidos.
  • O processo de filtração.
  • A diferença entre água filtrada e água destilada.

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