DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis – o que são – fotos

DST  – doenças sexualmente transmissíveis

Você já ouviu falar em doenças venéreas? Esse nome está relacionado a Vênus, deusa do amor na mitologia romana. As doenças venéreas são transmitidas principalmente por relações sexuais. Hoje em dia, no entanto, o nome mais utilizado é DSTs – sigla para doenças sexualmente transmissíveis.

Você saberia citar algumas DST? Sabe quem são os agentes causadores? Como é possível evitá-las? Quais são os danos que elas podem causar ao organismo? Existe cura para elas? Como alguém pode saber que está contaminado com uma DST?

Veja também:

Doenças causadas por bactérias.

Principais doenças causadas por vírus.

O QUE SÃO DST s?

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são infecções transmitidas principalmente por contato sexual (vaginal, anal ou oral) de uma pessoa para outra. Podem ser causadas por vários tipos de organismos: vírus, bactérias, fungos e protozoários.

A maioria das DSTs atinge principalmente os órgãos genitais e pode ser curada sem deixar seqüelas, desde que seja diagnosticada e tratada precocemente. Existem alguns sintomas comuns a várias DST, mas somente um médico poderá fazer o diagnóstico correto e propor o tratamento adequado em cada caso. Entre os sintomas mais comuns, estão:

  • aparecimento de feridas, manchas ou verrugas nos órgãos genitais;
  • ardência ou dificuldade para urinar;
  • secreção (corrimento) ou coceira na vagina, no ânus ou no pênis.

Os sintomas de algumas DST podem desaparecer em alguns dias, sem nenhum tratamento, dando à pessoa contaminada a falsa ideia de que está curada. Também é comum as pessoas se contaminarem com alguma DST e os sintomas demorarem a aparecer. Nesses casos, se a doença não for diagnosticada e tratada, as consequências podem ser muito sérias, tanto para a própria pessoa quanto para os seus possíveis parceiros sexuais, que podem se contaminar.

É muito importante consultar um médico periodicamente, principalmente se o parceiro ou parceira sexual contrair ou apresentar qualquer sintoma de DST.

Uma forma eficiente e recomendada para evitar a contaminação por DST é o uso de preservativos masculinos ou femininos (camisinhas).

Atenção, logo abaixo há imagens fortes, talvez você não queira ver.

As principais DST s

Vamos estudar algumas doenças sexualmente transmissíveis. Se você não curte muito ver fotos fortes então aconselho você a nem rolar a tela pra baixo, pois algumas das imagens podem impressionar. São imagens reais de pessoas reais em que as doenças chegaram em um estado avançado de desenvolvimento. Portanto, se não quiser ver não role pra baixo. Se você tem estômago forte siga em frente.

GONORREIA

É causada pela bactéria conhecida por gonococo e é uma DST muito comuns.

pênis com gonorréiaOs sintomas no homem, que aparecem de 2 a 10 dias após o contágio, são ardência ao urinar e secreção purulenta que sai pela uretra. Os sintomas na mulher são corrimento vaginal e ardência ao urinar, mas eles nem sempre se manifestam. Dessa maneira, a mulher contaminada pode transmitir a doença sem saber.

Se não houver diagnóstico precoce, a infecção pode atingir as tubas uterinas, na mulher, os testículos e a próstata, no homem, provocando esterilidade. A mulher contaminada também pode transmitir a bactéria para o bebê durante o parto, podendo provocar cegueira e até levar o recém-nascido ao óbito, caso não for diagnosticada. Atualmente, é obrigatória a utilização de um colírio antibiótico no momento do nascimento em todos os bebês nascidos em hospitais e maternidades.

A gonorreia pode ser tratada com antibióticos e é facilmente curada se for diagnosticada precocemente.

SÍFILIS

A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum e pode se manifestar em três diferentes estágios.

cancro duroGeralmente, o primeiro estágio corresponde ao aparecimento do cancro duro, uma pequena ferida que não dói nem coça, nos órgãos genitais (pênis, vulva, vagina ou colo uterino) ou na boca. Essa ferida desaparece sozinha após alguns dias, sem deixar cicatriz. Alguns meses depois, aparecem manchas vermelhas pelo corpo, características do segundo estágio. Essas manchas também desaparecem após algum tempo.

Se a doença não for tratada, evolui para o terceiro estágio, após um período sem sintomas que pode durar anos. Nesse ponto, ela afeta diversos órgãos vitais, como o cérebro e o coração. A doença pode ser tratada com antibióticos em qualquer dos estágios e pode ser diagnosticada pelos sintomas e por exame de sangue.

A gestante com sífilis pode sofrer aborto espontâneo ou transmitir a doença para o feto, que poderá apresentar cegueira e deformidades ósseas.

TRICOMONÍASE

TRICOMONÍASEA tricomoníase é causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Muitas vezes não apresenta sintomas e, por isso, é bastante disseminada: as pessoas não sabem que estão contaminadas, não buscam tratamento e, por isso, podem transmitir a doença sem saber. Na mulher, pode ocorrer um discreto corrimento vaginal amarelado, associado a prurido (coceira) na vulva e na vagina e ardência ao urinar. O homem pode apresentar uma secreção amarela que sai pela uretra (geralmente pela manhã) e ardência ao urinar.

CANDIDÍASE

fungo sapinhoA candidíase é um tipo de micose muito frequente, causada pelo fungo Candida albicans. Os sintomas mais comuns na mulher são coceira na região da vulva, corrimento vaginal de cor branca, ardor local e ao urinar. No homem, os sintomas mais comuns são o aparecimento de pequenas manchas vermelhas e de lesões em forma de pontos no pênis, além de coceira.

O tratamento é feito com cremes vaginais, pomadas e comprimidos orais. Evitar o uso de roupas muito apertadas (principalmente jeans) ou muito quentes, com pouca aeração nos órgãos genitais externos, ajuda a evitar que se criem condições para o desenvolvimento do fungo.

A higiene diária com bastante água e sabão neutro e a lavagem das roupas íntimas com água quente ajudam a diminuir o aparecimento de novas infecções.

HERPES GENITAL

Herpes simplex vírus 1 (HSV-1)A herpes genital, assim como a herpes oral, é causada pelos Herpes simplex vírus 1 (HSV-1) e Herpes simplex vírus 2 (HSV-2). Entre os sintomas estão ardência e coceira na glande do pênis e na parte externa da vagina, seguidas do aparecimento de pequenas bolhas agrupadas, cheias de um líquido claro. Semelhante ao que ocorre com a catapora, as pequenas bolhas secam e formam “casquinhas”. Esse processo dura em torno de 10 dias, período no qual a pessoa poderá transmitir o vírus. O contágio se dá pelo contato com o líquido claro das feridas.

O vírus pode permanecer no corpo da pessoa contaminada por meses ou mesmo anos sem se manifestar e pode voltar a ficar ativo a qualquer momento, provocando o reaparecimento dos sintomas. Alguns fatores que colaboram para a manifestação do vírus são a exposição ao sol, o estresse, o uso de determinados medicamentos ou qualquer fator que possa reduzir a capacidade de defesa do organismo.

AIDS (SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA)

A Aids é uma síndrome provocada pelo vírus da imunodeficiência humana, o HIV (sigla    sintomas que em inglês). Esse vírus parasita células do sistema imunitário, diminuindo a capacidade de defesa contra agentes infecciosos. Como consequência, a pessoa contaminada pode contrair as chamadas doenças oportunistas, ou seja, aquelas que “se aproveitam” da baixa imunidade para se instalar.

Embora o portador do vírus possa ficar muitos anos sem apresentar sintomas e estar aparentemente saudável, ele pode transmitir o HIV a outras pessoas.

Breve histórico da doença

sarcoma de KaposiOs primeiros casos de Aids foram descritos na década de 1980, em pacientes homossexuais do sexo masculino que apresentavam um tipo de pneumonia e de câncer de pele (sarcoma de Kaposi), geralmente encontrados em pessoas com deficiência no sistema imunitário.

Após alguns anos de estudos, constatou-se que essa deficiência era causada por um vírus, chamado então de HIV, e que qualquer pessoa, independentemente do sexo, orientação sexual, classe social e idade, poderia ser contaminada com o vírus.

Muitas teorias para a origem da doença foram elaboradas, mas a mais aceita atualmente é a de que o HIV é uma forma mutante de um vírus que parasita macacos e, de alguma forma, passou para a população humana.

A Organização Mundial da Saúde estima que, no final de 2013, existiam cerca de 35 milhões de pessoas infectadas pelo HIV em todo mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que, em 2013, 718 mil pessoas estavam contaminadas pelo vírus.

Modos de contaminação

O HIV pode ser encontrado principalmente no sêmen, na secreção vaginal, no sangue e no leite materno e pode ser transmitido de uma pessoa para outra das seguintes formas:

  • relação sexual (oral, vaginal ou anal) sem o uso de preservativos;
  • transfusão de sangue;
  • uso compartilhado de seringas, comum entre usuários de drogas injetáveis;
  • da mãe para o bebê, durante a gestação (via placentária), no parto ou pela amamentação;
  • utilização de instrumentos cortantes ou perfurantes não esterilizados, como alicates, agulhas e lâminas de barbear.

Não existe risco de contaminação durante aperto de mão, abraço, beijo nem na utilização de espaços e objetos comuns com pessoas infectadas (piscinas, toalhas, sabonetes, talheres etc.). O HIV também não pode ser transmitido por picada de inseto, tosse, espirro, lágrima ou saliva.

Para conhecer mais sobre o HIV e sobre a Aids, recomenda-se visitar os seguintes sites:

No Brasil: <>. Organização Mundial da Saúde (OMS) (em inglês): <>.

Teste do HIV

Ao passar por alguma situação de risco de contaminação por HIV ou apresentar algum sintoma, a pessoa deve procurar o serviço de saúde para fazer um teste a fim de verificar se há presença de anticorpos contra o HIV no sangue. O resultado desse teste indica se a pessoa entrou em contato com o vírus e, portanto, se está contaminada. Se o tempo entre a contaminação e o teste for muito curto, o resultado poderá ser um falso negativo – isso quer dizer que a pessoa está contaminada, mas o teste não é suficientemente sensível para reconhecer a presença de anticorpos no sangue. Por esse motivo, é recomendável refazer o teste alguns meses depois da exposição à situação de risco.

Uma pessoa contaminada não necessariamente irá desenvolver a doença – nesse caso, dizemos que a pessoa é soropositiva, mas não desenvolveu a Aids. Em alguns casos, o vírus poderá permanecer latente (inativo) no corpo por muitos anos.

Tratamento

Ainda não existe cura para a Aids. Os vários medicamentos produzidos ao longo das últimas décadas têm como objetivo reduzir a multiplicação dos vírus no organismo humano, melhorando a qualidade de vida dos soropositivos. O tratamento precisa ser acompanhado por um médico, que fará a combinação e a dosagem adequada dos medicamentos para cada paciente e tratará das doenças oportunistas que possam se manifestar.

Nem todos os pacientes respondem bem ao tratamento, pois ele pode não provocar o efeito esperado ou causar vários efeitos colaterais. No Brasil, os medicamentos são distribuídos gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A OMS estima que, recentemente, cerca de 11,7 milhões de pessoas em países em desenvolvimento tenham acesso ao tratamento.

Qual o tempo de sobrevida de um indivíduo portador do HIV?

O tempo de sobrevida, ou seja, o tempo que se pode viver após ter sido infectado pelo HIV varia muito entre as pessoas. Nos últimos anos, com a utilização de medicamentos capazes de manter a taxa viral muito baixa, a expectativa de vida dos soropositivos aumentou bastante. Todavia, algumas pessoas podem ter reações adversas aos medicamentos ou contrair doenças oportunistas, mesmo sob efeito da medicação.

Resumo do que nós estudamos.

  • O que são DST s (doenças sexualmente transmissíveis).
  • Quais os principais sintomas das DST s.
  • Como prevenir e tratar as DST s.

O que você achou da matéria DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis . Não esqueça de deixar seus comentários.

Fontes:
Companhia das Ciências, de José Manoel, Eduardo Schechtman, Luiz Carlos Ferrer, Herick Martin Vellos
http://www.aids.gov.br/
http://www.who.int/hiv/en/

https://www.youtube.com/watch?v=iR8dVVNSCWA

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