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Transporte e Envoltórios Celulares

Algumas estruturas estão presentes na grande maioria das células, como a membrana celular e o citoplasma, o espaço interno da célula. Em certas células, a membrana é ainda revestida por envoltórios especiais, que mantêm íntima relação com o que ocorre em seu interior.

A figura abaixo mostra uma célula procariota. Sem núcleo verdadeiro ou organelas internas, a célula procariota é característica de organismos pertencentes aos domínios Bacteria e Archaea. Observe o cromossomo bacteriano e a região onde ele está localizado (nucleoide): o cromossomo não é envolvido por membrana. A parede celular envolve a membrana celular.

Célula procariota. Sem núcleo verdadeiro ou organelas internas

A forma das bactérias é característica de cada grupo e isso se deve em especial ao envoltório da célula, que é uma parede rígida. Essa grande resistência é conferida por uma camada de um composto formado por uma combinação de polissacarídeos (glicano) com peptídeos com arranjo molecular pouco comum nos eucariotos, formando uma substância chamada peptidoglicano.

Todas as bactérias possuem essa substância, que forma uma rede molecular. Em algumas bactérias, essa substância está exposta na superfície da célula (bactérias Gram-positivas); em outras, ela está em meio a duas membranas lipídicas, uma externa e outra interna (bactérias Gram-negativas).

As arqueas não contêm peptidoglicanos em seu envoltório celular. Nas células vegetais, o envoltório, como já visto, forma uma parede celulósica. Nos fungos, em vez de celulose, há um polímero de quitina, um carboidrato que já estudamos. (Esses dois polímeros foram estudados no capítulo 3, item “Polissacarídeos”.)

Nas células eucarióticas, como regra, a membrana plasmática tem diversos tipos de carboidratos ligados às suas proteínas de membrana (glicoproteínas) e aos lipídios (lipossacarídeos), o que, como vimos, torna a superfície externa da célula bastante irregular.

Esse conjunto de sacarídeos e proteínas recebe o nome genérico de revestimento celular, camada de carboidrato ou, ainda, glicocálice. Ele confere proteção mecânica à membrana, evita o contato direto com compostos que circulam pelo espaço extracelular e também pode desempenhar funções de reconhecimento celular.

O glicocálice tem sido muito estudado por sua importância em processos de interação entre células, como na fecundação (em que ocorre fusão de membranas de células diferentes) e em processos imunes.

Thiago Faruk

Thiago Faruk é biólogo formando pela USP e mestre em ensino de ciências e matemática pela Unicamp. É um grande prazer ser um colaborador do Planeta Biologia. Aqui minha função é produzir artigos e fazer curadoria de artigos que chegam até mim, fazendo correções, edições e oferecer aos nossos leitores o melhor conteúdo na área de biologia.

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