Sistema Nervoso Resumo

Durante o sono, o organismo man­tém todas as suas atividades ajustadas, independentemente de nossa vontade, sendo que esse papel é mediado pelo sistema nervoso. Quando acordamos, somos informados sobre as condições do mundo exterior (sons, temperatura, luz etc.) e nos movimentamos conscientemente, coman­dando nosso sistema locomotor.

Em uma situação de emergência, o ritmo do batimento cardíaco é acele­rado, a ventilação dos pulmões é am­pliada e aumenta o fluxo de sangue nos músculos e no cérebro. Isso apres­sa o raciocínio e aumenta a força físi­ca, condições importantes tanto para a luta como para a fuga.

Veja uma de Fisiologia Humana com os Principais sistemas do corpo humano.

Em qualquer situação, os sistemas do organismo funcionam, cooperativamente, mantendo as funções vitais integradas e respondendo adequada­mente às condições externas.

O corpo é capaz de realizar essas tarefas graças aos sistemas nervoso e do sistema endócrino.

O estudo do desenvolvimento em­brionário mostra como se dá a inter­ligação de todos os órgãos do corpo pelo sistema nervoso.

Após um mês de desenvolvimento, um embrião humano tem meio centí­metro de comprimento e nem parece que vai originar um bebê. Logo no início da formação, desenvolve-se ao longo das costas do embrião um tubo que originará os neurônios do sistema nervoso, o tubo neural.

Conforme o embrião cresce, ocorre intensa multiplicação das células da re­gião anterior do tubo neural, o que leva à formação do encéfalo. E acontece o crescimento constante do restante do tubo, originando a medula nervosa.

O encéfalo e a medula formam, assim, o sistema nervoso central.

À medida que o embrião se de­senvolve, do sistema nervoso central nascem cordões de neurônios, que vão se li­gando aos vários órgãos do corpo em cresci­mento. Esses cordões formam dois tipos de estrutura: os gânglios nervosos e os nervos.

No gânglio nervoso são encontrados cor­pos celulares de neurônios. Os nervos são formados por feixes de axônios.

O conjunto de gânglios e nervos que fa­zem a comunicação entre o sistema nervoso central e os órgãos do corpo forma o siste­ma nervoso periférico.

Neurônio

A célula nervosa é bem diferente das de­mais células do corpo. É estrelada e apresen­ta finos prolongamentos que se ramificam. Um desses prolongamentos é mais grosso e mais longo.

Sistema Nervoso Resumo

A parte da célula nervosa que contém o núcleo é chamada de corpo celular. Os pe­quenos prolongamentos são os dendritos e o longo é o axônio.

Através dos dendritos e do axônio, as cé­lulas nervosas comunicam-se entre si e com os tecidos do corpo.

A informação é captada pelos dendritos, caminha como uma onda em direção ao corpo celular e segue pelo axônio.

Dá uma olhada no Jogo dos Neurônios que tem aqui no site

Transmissão através de neurônios

Qual é a natureza da informação transmitida pelo neurônio? Descobriu-se que o impulso que percorre o neurônio é de natureza comparável à corrente elétrica que percorre um fio. Essa descoberta foi realizada no século XVIII, quando se começou a explorar e entender o que é eletricidade.

neurônios não se tocam

O médico e físico italiano Luigi Galvani (1737-1798) ficou famoso por suas experiências sobre o efeito da eletricidade em músculos de rãs, que se contraíam quando passava por eles uma corrente elétrica.

Mais tarde, percebeu-se que o músculo se contraía não só quando o estímulo elétrico era aplicado diretamente sobre ele. Quando se estimulava apenas o nervo ligado a esse músculo, a contração era mais imediata e intensa.

A partir disso, foi ficando cada vez mais claro que os nervos funcionam como condutores de impulsos; que esses impulsos são de natureza elétrica; e que os músculos respondem aos impulsos transmitidos pelos nervos.

Assim, quando um estímulo é aplicado nos dendritos de um neurônio, ele se transforma em uma onda elétrica que caminha através da célula e de seu axônio, sendo, então, transmitida para os dendritos de neurônios vizinhos.

Neurônios vizinhos não se tocam

Observando-se neurônios vizinhos em microscópio eletrônico, ficou claro que eles não se tocam. Há um pequeno espaço entre a ponta do axônio de um e a ponta do dendrito de outro. Essa região, através da qual o impulso de um neurônio é transmitido ao outro, é chamada de sinapse nervosa.

Sistema Nervoso Resumo

Se os neurônios não se tocam, como ocorre a transmissão do impulso? Ocorre através de substâncias químicas que são secretadas na ponta do axônio e estimulam o dendrito do neurônio seguinte. Essas substâncias são chamadas de neurotransmissores.

Na junção entre um axônio e uma fibra muscular, também há uma sinapse. O neurotransmissor secretado pelo axônio excita a fibra muscular, que, então, se contrai.

O sistema nervoso central

O material que forma o encéfalo e a medula é macio e muito delicado. Nos vertebrados, essas partes que formam o sistema nervoso central são bem protegidas pelos ossos do crânio e da coluna vertebral.

encéfalo

O tecido nervoso não se atrita com os ossos porque há entre eles três membranas chamadas meninges: piamáter (macia, cobre a superfície externa do sistema nervoso central); aracnoide (delicada, fica entre as duas outras capas) e dura-máter (resistente, reveste a superfície interna dos ossos do crânio e da coluna vertebral).

Entre a pia-máter e a aracnoide há um líquido denominado líquor ou líquido cefalorraquidiano. O líquor amortece pancadas e mantém o sistema nervoso central flutuando.

O encéfalo

O encéfalo apresenta partes com formas e funções características. Por exemplo o cérebro, o cerebelo, o hipotálamo e a medula oblonga.

Cérebro

O cérebro é o local onde acontecem as sensações e o pensamento, onde é armazenada a memória e são decididos os movimentos que ocorrem no corpo.

Pesando cerca de 1200 gramas, é a parte mais volumosa do encéfalo.

Devido à sua intensa atividade, é um grande consumidor de oxigênio. Embora represente apenas uma porcentagem mínima com relação ao peso de uma pessoa, ele consome 20% do oxigênio transportado pelo sangue.

O cérebro cobre todas as demais partes do encéfalo e apresenta um lado esquerdo e um direito, chamados hemisférios cerebrais. Os hemisférios são ligados um ao outro por uma estrutura denominada corpo caloso.

O hemisfério cerebral direito comanda o lado esquerdo do corpo e o hemisfério es­querdo comanda o lado direito. Isso ocorre porque há sempre um cruzamento das fibras nervosas. Os nervos que levam estímulos dos olhos para o córtex, por exemplo, cruzam-se numa região chamada de quiasma óptico, di­rigindo-se o nervo do olho direito para o he­misfério esquerdo e vice-versa.

O cérebro tem a periferia cinzenta, mas o interior é branco.

A massa cinzenta é formada por corpos celulares de neurônios. Essa região periférica é chamada córtex cerebral. A massa branca é formada principalmente pelos axônios, que fazem a ligação entre os neurônios.

O córtex cerebral apresenta dobras chama­das circunvoluções cerebrais, que aumentam sua área permitindo maior número de corpos celulares do que haveria se o cérebro fosse liso.

Fazendo experiências, principalmente com

gatos e com pessoas que sofreram operações

no cérebro, os cientistas descobriram que há regiões cerebrais especializadas na recepção dos diferentes estímulos sensitivos e no comando dos diversos movimentos musculares. Foram loca­lizadas, assim, as áreas sensitivas visual, auditiva, olfativa e motora do córtex cerebral.

pressioná-los com os dedos, “verá” luzes que não existem. Isso acontece porque as células sensitivas do olho tanto são esti­muladas pela luz como pela pressão, mas o cérebro sempre interpreta o estímulo como sendo de luz. Quem enxerga, por­tanto, é o cérebro, a partir dos estímulos transmitidos a ele pelo nervo óptico!

Há capacidades, porém, que não se relacionam a uma área específica do cór­tex, pois dependem de todo ele. A capa­cidade de fazer uso da linguagem (ler, entender, falar) é um exemplo.

Dessa maneira, o tipo de sensação que percebemos não depende do tipo de estímulo que che­ga ao órgão sensitivo, mas da área cerebral aonde chega o nervo que vem do órgão estimulado. Por exemplo: se você fechar os olhos e

Hipotálamo

O hipotálamo é uma região que fica logo abaixo do cérebro. Nele acontece o controle de diver­sas funções básicas, como apeti­te, sede, raiva, prazer e também

o controle da temperatura e da pressão arterial.

Cerebelo

O cerebelo é uma estrutura fa­cilmente identificável, pois parece um cérebro pequeno situado atrás dos hemisférios cerebrais. Essa estrutura também se apresenta

repartida em dois hemisférios, com dobras e com massa cinzenta na periferia e branca no in­terior. Quando cortamos o cerebelo, vemos que a profundidade das dobras (em cuja periferia fica a massa cinzenta) sugere a imagem de uma árvore.

O cerebelo recebe continuamente informações sobre o estado de contração da musculatu­ra estriada e sobre os movimentos que deverão ser executados. Assim, ele influencia todos os movimentos que exigem precisão e possibilitam o equilíbrio do corpo, ajustando-os.

Embora pareça simples ficar em pé e andar, na realidade essas atividades exigem uma com­plexa tarefa de coordenação muscular. Se o cerebelo de uma pessoa for lesado, ela passa a andar como um bêbado, tem tremores e mal consegue escrever e falar. Esses sintomas são com­paráveis aos de um bêbado porque, na verdade, o álcool em excesso perturba o funcionamento do cerebelo (e não só dele!).

O corpo caloso

Essa estrutura do encéfalo é formada por um feixe de nervos que comunica o hemisfério esquerdo do cérebro com o hemisfério direito.

Medula oblonga

A medula oblonga situa-se na passagem do encéfalo para a medula nervosa.

Nela há regiões que funcionam no controle de ações que realizamos automaticamente. Sobre algumas podemos impor nossa vontade, como na sucção, deglutição, tosse ou no movi­mento respiratório. Sobre outras não temos controle voluntário, como no batimento cardíaco e na secreção das glândulas salivares e lacrimais.

Por sua importância no controle das funções vitais, quando a medula oblonga é lesada, a pessoa corre perigo de morte. Há nela um local particularmente importante, situado na nuca, que controla os batimentos cardíacos e os movimentos respiratórios.

Medula nervosa

O crânio tem uma abertura circular que fica exatamente sobre o canal que percorre a colu­na vertebral. A medula nervosa atravessa este canal e liga-se ao encéfalo.

A medula nervosa tem a forma de um cilindro achatado, do qual saem vários cordões, que são os nervos que se dirigem aos diversos órgãos do corpo. São esses nervos que formam o sistema nervoso periférico.

Ao contrário do encéfalo, na medula a massa branca ocupa a região exterior e a cinzenta preenche o interior.

A massa cinzenta apresenta quatro pontas (como numa letra H), às quais estão ligados os nervos do sistema periférico. A massa branca é composta pelos feixes de axônios das células, que enviam impulsos em direção ao encéfalo e recebem outros vindos dele.

Da medula nervosa saem nervos que recebem informações colhidas em várias partes do corpo para então serem conduzidas ao encéfalo. Além disso, é nela que se realiza o controle dos atos reflexos, como tirar a mão de uma superfície inesperadamente quente.

O sistema nervoso periférico

O sistema nervoso periférico é formado a partir de 43 pares de nervos que se originam no sistema nervoso central. Do encéfalo se originam 12 pares – os nervos cranianos – e da medula partem os outros 31 pares, chamados de nervos raquianos.

simpático parasimpático

Conforme sua função, os nervos podem ser sensitivos, motores ou mistos. Os nervos sensi­tivos trazem informações sensoriais para o sistema nervoso central. Os nervos motores levam ordens a músculos ou glândulas. Os nervos mistos contêm fibras sensitivas e motoras.

Nervos cranianos

Por meio dos nervos cranianos, chegam ao cérebro informações sobre o mundo exterior, captadas pelos órgãos dos sentidos presentes na face, e também sobre os órgãos internos. São esses nervos também que controlam os movimentos dos olhos e da língua, principalmente.

Por exemplo, o avô de Marcos começou a entortar a boca, de uma hora para outra. Um de seus olhos não fechava e a testa parecia tensa. A família levou-o ao pronto-socorro, onde descobriram que ele estava com paralisia facial.Problemas nos nervos cranianos afetam várias partes do corpo, ocasionando sintomas dos mais diversos.

Essa doença decorre de problemas nos nervos cranianos.

que o efeito de sua ação também seja preparar o corpo para uma emergência: acelera o cora­ção, dilata os vasos sanguíneos nos músculos, dilata os brônquios (aumenta a entrada de ar nos pulmões) e assim estimula a atividade física e mental necessária para lutar ou fugir.

Mas isso não dura muito tempo, pois o parassimpático logo reage e reequilibra o funciona­mento do organismo.

Resumo da aula Sistema Nervoso Resumo

  • Os componentes e as funções do sistema nervoso.
  • A comunicação entre os neurônios.
  • Os fenômenos de natureza elétrica e química responsáveis pela comunicação entre os neurônios.
  • A organização do sistema nervoso: o sistema nervoso central e o sistema nervoso periférico.
  • O sistema nervoso voluntário e o sistema nervoso autônomo.
  • O sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático.
  • O ato reflexo.
  • A ação de algumas drogas no sistema nervoso.

O artigo Sistema Nervoso Resumo, está em constante atualização. Se faltou alguma coisa aqui nessa matéria não se esqueça de nos dizer. O Planeta Biologia depende muito de sua participação para melhorar.

Fonte: O corpo humano – nossa vida na Terra – de Helvio Niolau Moises – IBEP

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4 thoughts on “Sistema Nervoso Resumo”

  1. O conhecimento nunca é demais quero conhecer mais do vertebrados e dos invertebrados porque eu vejo no dia – a – dia como qualquer outro ser não detalhado assim, quero ter bastante volta de ler estudar e respeitar os animais em geral porque são seres vivos também, como ser humano.
    Gostaria que você sempre mada – se e – mail para eu ficar por dentro da Histologia Embrionária.
    Grande abraço Roque vieira

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